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Cobrir espaço da Amazônia é desafio para comando da Aeronáutica, diz Major Waldesío Ferreira

Novo comandante (a esquerda)  do VII Comar assumiu posto na manhã de ontem, em substituição ao major-brigadeiro do ar Antônio José Marinho Lobato - foto: Márcio Melo

Novo comandante (a esquerda) do VII Comar assumiu posto na manhã de ontem, em substituição ao major-brigadeiro do ar Antônio José Marinho Lobato – foto: Márcio Melo

Cobrir o espaço aéreo da Amazônia será uma das principais dificuldades enfrentadas pelo novo comandante do Sétimo Comando Aéreo Regional (VII Comar), Major-Brigadeiro do Ar Waldesío Ferreira Campos, que assumiu o posto, na manhã de ontem, em substituição ao Major-Brigadeiro do Ar Antônio José Mendonça Lobato. A solenidade contou com a presença oficiais e generais, além de autoridades civis e militares da região amazônica.

“Temos pessoal suficiente. Em termos de aviões, a Amazônia é tão grande que mesmo que dobrássemos, ou mesmo triplicássemos o número de aeronaves, como já vem acontecendo ao longo dos anos, não conseguiríamos atender a essas demandas. Mas a Força Aérea vem aumentando. Desde que a Base Aérea foi criada aqui, na década de 70, que os aviões vêm aumentando aos poucos, por se tratar de objetos muito caros”, confidenciou o major-brigadeiro Lobato, que deixou o cargo após dois anos à frente do comando.

Como principais dificuldades à frente do cargo, Antônio José Mendonça Lobato diz que área imensa, mais de um quarto do território brasileiro, além das distâncias, falta de estradas, e outras demandas sempre serão desafios para quem assumir a pasta no Amazonas. “Temos muitos desafios, como missões de evacuação médica, de levar remédios, provas do Enem, alimentos, vacinas. Foi uma missão muito intensa, mas muito relevante para mim”, finalizou.

Em seu discurso, o novo comandante do VII Comar, Waldeísio Ferreira Campos, ressaltou a importância histórica e estratégica do Sétimo Comando Aéreo, para o Comando da Aeronáutica no Amazonas. “É com honra que assumimos mediante a grandeza da instituição nesse pedaço de Brasil. A expectativa são as melhores possíveis, em que pese a dificuldade atual, na conjuntura, mas com disposição e parcerias com os outros Estados que fazem fronteira com a Amazônia, ultrapassaremos os obstáculos”, afirmou.

Em relação aos monitoramentos das fronteiras, o major-brigadeiro Waldeísio chamou a atenção para o fato de que, as fronteiras são de responsabilidades do Exército Brasileiro, mas a Aeronáutica apoia com as suas aeronaves a preservação dos limites territoriais.

Fronteiras e drogas

Presente na troca de comando, o secretário de Segurança Pública do Estado, Sérgio Fontes, salientou a importância das parcerias com as Forças Armadas em proteger as fronteiras além do combate ao tráfico de drogas. “Não conseguimos nada sem as Forças Armadas. A Força Aérea tem a participação no que tange ao patrulhamento aéreo, depois que foi aprovada a lei de abate, evitou que nosso território fosse utilizado como entreposto para o tráfico de entorpecentes por via aérea. Então, esse patrulhamento é fundamental para a segurança pública do Estado do Amazonas”, avaliou.

Segundo Fontes, a falta de estradas e os rios pouco navegáveis em todas as épocas do ano são dificuldades enfrentadas pelos ribeirinhos, mas que têm ajuda das Forças Armadas. “São nas assas da aviação militar e civil que o nosso Estado se movimenta. Devemos muito a nossa Força Aérea Brasileira, tanto com relação ao voo, e também ao apoio logístico ao homem amazônico”, afirmou.

Por Stênio Urbano

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