Economia

CNT: setor privado pode investir R$ 500 milhões para a melhoria de transportes

Ao analisar a infraestrutura brasileira, Clésio Andrade disse que “o Brasil perdeu a visão sistêmica de transporte em nível governamental”- foto: divulgação/ Senado

Ao analisar a infraestrutura brasileira, Clésio Andrade disse que “o Brasil perdeu a visão sistêmica de transporte em nível governamental”- foto: divulgação/ Senado

Antes de participar nesta quarta-feira (27) de reunião com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Clésio Andrade, disse que o setor privado poderá dar contribuição de R$ 500 milhões para a melhoria do setor de infraestrutura de transportes nos próximos anos, o que compensará em parte a falta de recursos decorrente do contingenciamento (retenção de gastos) de R$ 69,9 bilhões anunciado pelo governo no último dia 22.

“[O valor de] R$ 1 trilhão [é o ] que a CNT prevê como investimento em infraestrutura [necessário para o país nos próximos anos, dos quais] 50% podem [ser cobertos pela] iniciativa privada, sem nenhuma necessidade de gasto de Orçamento público”, disse Andrade. “[Essa contribuição dos empresários seria] uma alavancagem muito grande para a economia”, disse.

Segundo Clésio Andrade, do total de investimento necessário para melhorar a infraestrutura de transportes do país, só o setor ferroviário precisará de cerca de R$ 150 milhões. “Estamos falando de investimento em sistemas multimodais, em terminais de armazenagem”, acrescentou.

Ao analisar a infraestrutura brasileira, Clésio Andrade disse que “o Brasil perdeu a visão sistêmica de transporte em nível governamental”. A CNT, segundo ele, poderia ajudar o país oferecendo “a visão sistêmica de todos os modais de transportes”. E acrescentou: “Temos estudos profundos. Vou inclusive entregar ao ministro Joaquim Levy o Plano CNT de Transporte Logístico, que mostra claramente essa visão”.

Conforme ele, a confederação “não está falando de transporte de caminhão, ônibus ou ferrovia: está falando sobre qual a melhor forma de você pegar o produto e chegar no porto [de forma] mais barata”.

Por Agência Brasil

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