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Reajuste salarial dos professores é aprovado em meio a vaias e discussões na CMM

 

O reajuste salarial dos professores, acordado após rodadas de negociações com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteam), será pago em duas parcelas - foto: divulgação

O reajuste salarial dos professores, acordado após rodadas de negociações com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteam), será pago em duas parcelas – foto: divulgação

Com 30 votos a três e após duas sessões extraordinárias sem ônus, os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM), aprovaram na tarde de ontem o Projeto de Lei nº 201/2015, do Executivo municipal que reajusta o salário dos servidores da educação em 9,5%. O acréscimo vai ser pago em duas parcelas, cuja primeira será paga ainda neste mês.

A votação em regime de urgência foi a principal pauta da Câmara no retorno das atividades legislativas,  nesta segunda-feira (13), após o recesso parlamentar. A matéria tramitou em tempo célere nas comissões da casa e foi aprovada em dois turnos. A sessão, que iniciou às 9h da manhã, finalizou por volta das 17h30 de hoje (13). Os três votos contrários foi da bancada petista composta pelos vereadores professor Bibiano, Rosi Matos e Waldemir José.

Ainda pela manhã, os vereadores aprovaram o projeto em primeiro turno sob vaias de um grupo comandado pela Associação Movimento de Luta dos Professores de Manaus (Asprom), que estavam na galeria e reivindicava reajuste salarial de 20%  e atualização do auxílio- alimentação em 100%. Para o coordenador do grupo, professor Lambert Melo, o reajuste de 9,5% é um desrespeito com toda a classe de educadores.

“Esse projeto do prefeito Artur Virgílio Neto (PSDB), não nos satisfaz, essa proposta é indecente, nós apresentamos na pauta de reivindicação um valor de 20% e não de 9,5%, e agora estamos aqui pedindo que seja alterado, e se não for possível queremos ao menos que seja pago de uma vez e não parcelado”, criticou o educador.

Ainda de acordo com o Coordenador da Asprom, outra reinvindicação vem por meio do reajuste do auxilio alimentação dos professores, que segundo ele, o valor de apenas 10% está a mais de sete anos sendo pago e nunca sofreu um reajuste, a nova proposta é que seja reajustado para 100%.

Segundo o líder do governo Elias Emanuel, após várias reuniões com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) foi estipulado o reajuste conforme as condições estabelecidas em virtude do cenário econômico.

“Nós temos o compromisso que este reajuste seja pago ainda esse mês para os profissionais da educação, o prefeito anunciou o aumento do salário desses profissionais no dia 24, no dia em que a câmara entrou em recesso, geralmente a folha da Secretaria Municipal de Educação (Semed), roda no dia 10, mas em virtude de aguardar a câmara para voltar aos trabalhos, essa folha vai rodar entre os dias 14 e 15 na terça-feira ou quarta-feira, por isso a urgência para votar o projeto”, conta o líder do governo.

Conforme o vereador, o pagamento do reajuste vai acontecer em duas etapas, 4,5% pagos agora no mês de julho, e mais 5% no mês de outubro, segundo ele, a conjuntura da economia nacional não permite que seja pago tudo de uma vez.

“A presidente da republica, Dilma Rouseff, lança uma medida provisória, reduzindo os cargos e o salário de muitos profissionais para evitar um desgaste ainda maior na economia brasileira, mas o prefeito Artur Neto, não abre o compromisso com reajuste dos professores, e a câmara vai cumprir com seu papel”, disse líder do governo.

A oposição na CMM pretende entrar com uma representação contra a prefeitura por não ter apresentado no mínimo os documentos básicos para que os vereadores pudessem fazer os estudos necessários da proposta de reajuste.

Para o vereador professor Bibiano (PT) faltou transparência no momento de apresentar o projeto na casa, e afirmou que nunca houve um verdadeiro reajuste de salário dos professores, e sim reposições das perdas salariais advindas da inflação.

“A base aliada do prefeito afirma que fizeram várias reuniões com o secretario de finança e a secretaria de educação, e que ele fecharam junto com o sindicato esse reajuste de 9,5% parcelado em duas vezes, mas não trouxeram para câmara municipal algum tipo de documento que esclarecesse o impacto na folha de pagamento da prefeitura, não trouxeram, não apresentaram, não discorreram sobre esse assunto, apenas apresentaram algumas falas querendo convencer a base de oposição”, conta Bibiano.

Ao ser questionado sobre o impacto na folha de pagamento, o líder do governo não soube responder o valor que justifica o reajuste da data base no salário dos profissionais da educação.

Outra discussão na câmara girava em torno da representatividade dos profissionais da educação, segundo coordenador da Asprom, o Sinteam não acatou as exigências da classe, e ainda os deixou de fora de toda a discussão do reajuste.

De acordo com Elias Emanuel, legalmente, o Sinteam representa os profissionais da educação, sendo o único detentor do direito de sentar-se à mesa para discutir a data base do reajuste do salário, mas afirmou que as portas estiveram sempre abertas para debater o assunto com a toda classe.

O presidente da câmara, Wilker Barreto (PHS), afirma que foi uma grande vitória o reajuste de 9,5% mesmo com da grande crise que o país vem enfrentando e parabenizou a secretaria de educação Cátia e o prefeito Artur Neto. E afirma que houve uma grande discussão para chegar ao valor questionado.

“A câmara teve sua responsabilidade de aprovar o projeto, conversei com a secretaria de educação, ela me confirmou que a folha de pagamento está parada, tudo para darmos o aumento ainda no mês de julho”, afirma o presidente.

Para o segundo semestre

O presidente da câmara afirmou que existe uma extensa pauta, e que pretende zerar até final do ano. Um dos principais projetos em prioridade segundo ele é o plano de mobilidade urbana, que deve chegar a casa no inicio do mês de agosto.

“A ideia é trazer nomes de fora, para discutirmos qual o melhor plano de mobilidade urbana pra Manaus, trazer profissionais técnicos, acredito que esse investimento da CMM é um bom para que nós vereadores possamos ter o conhecimento técnico que precisamos sobre mobilidade urbana”, disse o vereador.

Projetos para o futuro

Ao se questionado sobre ser o possível nome para vice-prefeito de Manaus, Wilker Barreto, com um sorriso estampado no rosto, afirma que ficaria lisonjeado caso isso acontecesse.

“Primeiro eu quero fazer um bom trabalho como presidente, eu acho só pelo fato de ser cotado já fico feliz, mas o que eu trabalho mesmo é por uma reeleição de vereador para que eu possa continuar contribuindo com as questões da cidade Manaus, e primeiramente realizar uma boa gestão. Devido à conjuntura política, acho muito difícil que isso aconteça, eu acredito que vou ter essa etapa ainda na minha vida, e espero que Deus possa me dar à oportunidade de se voltar para as questões do executivo”, conta Wilker.

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