Dia a dia

Clínica em Manaus extrai célula-tronco a partir do dente de leite

O método não invasivo é feito com crianças de 5 a 12 anos (período da troca dos dentes de leite) - foto: divulgação

O método não invasivo é feito com crianças de 5 a 12 anos (período da troca dos dentes de leite) – foto: divulgação

O tesouro da fada do dente, agora, poderá salvar vidas. Isso mesmo leitor, por meio da conservação das células-tronco, a polpa retirada do dente de leite poderá ser utilizada na regeneração de ossos, cartilagem, músculo, entre outros tecidos que podem ser originados a partir dela. Há pouco mais de dois meses, a técnica da criopreservação da polpa dentária, comum em outras regiões do país, e inédita em Manaus, passou a ser oferecida na capital amazonense, pelo instituto de saúde e estética bucal Dentaly, localizado no bairro Chapada, na Zona Centro-Sul.

“Os pais que não tiveram a oportunidade de conservar o cordão umbilical do filho têm a oportunidade de fazê-lo com os dentes de leite da criança. O interessante deste método é que o material poderá servir não só para aquela criança, podendo ser compatível com os pais e irmãos, se houver. Geralmente os exames mostram este grau de compatibilidade”, observa o cirurgião-dentista Marcelo Lopes, um dos responsáveis pelo instituto.

O método não invasivo é feito com crianças de 5 a 12 anos (período da troca dos dentes de leite), cujos dentinhos são armazenados dentro de um recipiente, com líquido adequado e enviado para um laboratório em São Paulo -parceiro da clínica-, onde será retirada a polpa do dente e o material ficará armazenado.
“Um dos pontos positivos da criopreservação dos dentes de leite é que a perda dos dentes de leite é um processo natural. Além disso, há todo um preparo, antes da coleta do material, bem como a orientação aos pais”, destaca a cirurgiã-dentista Tuane Portela, 24.

De acordo com ela, antes da realização do procedimento há uma avaliação inicial do paciente, para analisar a dentição dele, já que o material não pode por exemplo, apresentar cárie.
“Uma vez guardada as células-tronco do dente de leite, como se tratam de células do tipo mesenquimais, que são capazes de originar outras iguais a ela, é possível expandi-las dando origem a alguns tecidos do corpo, regenerando ossos, músculos, cartilagem. Elas são uma espécie de seguro de vida para as crianças”, ressalta Tuane.

Segundo ela, há, ainda, a possibilidade, em alguns casos, de pessoas até os 22 anos utilizarem o terceiro molar – ou popularmente conhecido como “dente do juízo” -, para a retirada da polpa do dente. Porém, observa a dentista, “desde que o mesmo não tenha cáries e não esteja desgastado”.

Mapeamento

Além da criopreservação, a clínica também oferece o mapeamento genético, a partir da coleta de material da mucosa bucal, de onde é retirado o DNA, para análise e desenvolvimento dos quatro painéis que mostram não só a predisposição para doenças, bem como a intolerância a medicamentos, ou ainda em que tipos de esporte a pessoa pode ter um desempenho melhor.

Por Síntia Maciel

1 Comment

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    29 de agosto de 2016 at 03:12

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