Economia

Clima político cria incerteza, mas não prejudica investimentos, diz Barbosa

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, afirmou nesta segunda-feira (29) que a piora no clima político do país cria incertezas para os investidores no curto prazo, mas não deve prejudicar os investimentos no programa de concessões, lançado pelo governo no início deste mês.

“É preciso separar as coisas. Estamos falando de projetos de 20 e 30 anos”, afirmou em Nova York, após abrir o seminário organizado pelo governo para apresentar as oportunidades de investimento no setor de infraestrutura do país.

O ministro iniciou sua apresentação afirmando que o país passa por uma fase de “transição e ajuste”, mas que tem o “controle da situação”.

A uma audiência formada por empresários e investidores estrangeiros, Barbosa afirmou que a operação Lava Jato, que investiga um esquema de pagamento de propina na Petrobras por empreiteiras, não afetará a capacidade do país de tocar os projetos.

“Algumas grandes empresas estão enfrentando dificuldades, tendo de responder a questões na Justiça. Mas essa é uma questão localizada, que não coloca em risco esse programa e a recuperação da economia brasileira”, afirmou durante a apresentação.
Barbosa afirmou que o governo já foi procurado por investidores estrangeiros e que eles estão interessados especialmente em portos e aeroportos. No caso de rodovias, a maior parte do interesse vem de empresários brasileiros por enquanto.

Segundo o ministro, além do programa de concessão em logística, outras iniciativas serão divulgadas pelo governo nos próximos meses, como leilão de 4G, o Plano Nacional de Banda Larga e novos leilões de energia.

PETROBRAS

Aos jornalistas, o ministro afirmou que “tem plena confiança” na recuperação da Petrobras. A estatal confirmou nesta segunda (29) um corte de 37% em seu plano e investimento, uma redução de R$ 130 bilhões nos desembolsos anteriormente previstos para o período de 2015 a 2019.

“A Petrobras está num processo de reestruturação societária de seu investimento. Está dando certo e já está se refletindo nas ações. A empresa está se recuperando. A produção de petróleo do pré-sal vem subindo e isso que dá as bases para a essa expansão. Com o novo preço do petróleo e com o planejamento financeiro, estão reprogramando seus investimento. Mas a produção de petróleo do Brasil vem crescendo e continuará crescendo”, afirmou.

Por Folhapress

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