Saúde e Bem Estar

Cirurgia nas pálpebras sai do campo da estética e passa a ser funcional

Os procedimentos transformam a vida do paciente – Divulgação

A área que fica ao redor dos olhos é uma das primeiras a exibir os sinais da idade mais avançada. O excesso de pele e as “bolsas” formadas nas pálpebras provocam um aspecto cansado e envelhecido às pessoas, além de comprometerem o campo de visão, mas já há um método específico na oftalmologia que corrige essas alterações: a blefaroplastia ou, simplesmente, cirurgia palpebral.

Em Manaus, no Centro de Diagnóstico Oftalmológico da Amazônia (Cedoa), há dois anos, a médica Emily Souza, 32, realiza entre 10 e 15 cirurgias desse tipo, por mês.

“A blefaroplastia é o carro-chefe da oculoplastia. Geralmente é feito em pessoas que tem idade a partir dos 40 anos, quando já se pode observar as modificações da pele, a flacidez. É uma espécie de rejuvenescimento facial”, falou Emily, formada em medicina pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e que buscou essa especialização no Hospital Monumento, em São Paulo.

A cirurgia palpebral dura, em média, de 40 a 60 minutos e é realizada sob anestesia local e sedação.

Na blefaroplastia superior, uma dobra horizontal de pele é removida, de modo que a cicatriz fique situada ao longo de uma prega natural, assim, torna-se menos visível possível. A incisão é realizada e o excesso de pele, gordura e músculo é removido, e finas suturas são realizadas para fechá-la. Quando realizada na parte inferior, a incisão é feita próxima à linha dos cílios.

Em até sete dias, o paciente já pode tirar os pontos e recebe alta médica, mas, segundo a médica, a recuperação total varia entre um ou dois meses após o ato cirúrgico.

Após a realização da blefaroplastia, podem ocorrer ardor, inchaço e equimose ao redor dos olhos, um tipo de mancha na pele, de coloração variável, produzida por extravasamento de sangue. Todos esses sintomas desaparecem normalmente ao fim de alguns poucos dias.

Emily conta ainda que as complicações cirúrgicas são raras e que, quando ocorrem, geralmente são discretas e transitórias, como edemas, hematomas, conjuntivites e equimoses. Em raríssimas ocasiões podem necessitar novas abordagens cirúrgicas para correção de ectrópio (reviramento da pálpebra) ou ptose (queda) palpebral.

Dra. Emily atende uma vez por mês no Cedoa

A médica ressalta que, pessoas com problemas de visão – como miopia ou astigmatismo – não possuem contraindicação para a realização da cirurgia. “Não é mexido em absolutamente nada do globo ocular. A blefaroplastia é totalmente externa”, explica Emily.

É avaliado como “paciente com restrição” aqueles que têm problemas cardíacos ou renais. A médica explica que, por ser eletiva – onde se opta por fazer ou não – a blefaroplastia não é indicada para esse público, para que se evite desgastes tanto durante o procedimento quanto no pós-cirúrgico.

Cuidados

Como todo e quaisquer procedimentos cirúrgicos, a blefaroplastia também traz riscos à saúde, podendo resultar em, temporariamente ou permanentemente, que os olhos fiquem secos, obrigando o paciente a usar com frequência um colírio. Pode haver ainda dificuldade em fechar os olhos, disfunção na pálpebra envolvendo posição anormal das pálpebras superiores (a ptose palpebral), pele solta na pálpebra, fechamento inadequado da pálpebra, com exposição da conjuntiva e frouxidão anormal da pálpebra inferior.

Para evitar transtornos com o pós-operatório, são necessários alguns cuidados como, por exemplo, em relação ao tabagismo. O cigarro deve ser evitado pelo menos um mês antes da intervenção e nos dois meses seguintes à cirurgia, pois prejudica a circulação e compromete a cicatrização.

A higienização também é um fator importante. Ela deve ser feita com água e sabão, uma vez que não são usados curativos no local.

Caso o paciente note algum inchaço na cirurgia, é recomendado o uso de compressas geladas feitas com água e gazes limpas.

Além desses cuidados, é recomendado o uso de óculos escuros e repouso de até sete dias, até a retirada dos pontos.

Rosianne Couto
EM TEMPO

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