Sem categoria

Cinquenta e oito famílias são retiradas de terreno, na Zona Sul

A ação de desocupação ocorreu sobre protesto das famílias, que retiraram os pertences do interior das casas e agruparam no pequeno campo de futebol, inserido no espaço - foto: Ione Moreno

A ação de desocupação ocorreu sobre protesto das famílias, que retiraram os pertences do interior das casas e agruparam no pequeno campo de futebol, inserido no espaço – foto: Ione Moreno

Cinquenta e oito famílias foram retiradas de  uma ocupação irregular em um terreno localizado na avenida Manaus 2000, bairro Japiim, Zona Sul, próximo ao Complexo Viário Rodrigo Otávio, na manhã desta terça-feira (15). Cinco casas foram demolidas e os piquetes de demarcatórios de mais de 50 lotes retirados, com intervenção do batalhão de choque da Polícia Militar do Amazonas.

A ação de desocupação ocorreu sobre protesto das famílias, que retiraram os pertences do interior das casas e agruparam no pequeno campo de futebol, inserido no espaço. Assim que as casas de madeira e alvenaria foram demolidas, um tapume de madeira foi construído para evitar nova investida no espaço.

Há aproximadamente 40 dias, 58 famílias deflagraram a ocupação na área do governo do Estado, medindo aproximadamente 700 metros quadrados. No espaço, de acordo com informações repassadas pelos órgãos do governo, seria construído um espaço de lazer para a comunidade das proximidades, conforme previsto no projeto do Prosamim.

Contudo, até a ocupação das famílias no último mês, a área estava abandonada, servindo de ponto de consumo de drogas, de pedágio e assalto aos transeuntes. O local também abrigava mato, lixo e entulho de obras.

A sub coordenadora Social do Prosamim, Viviane Dutra, explicou que o governo tem a responsabilidade de manter de maneira adequada as áreas remanescentes de intervenção.

“A ocupação irregular trouxe para a gente a necessidade de fazer um levantamento das famílias que aqui estão, verificar o perfil e ver se tem inscrição no Prosamim. O  que já verificamos é que estas famílias não tem inscrição,  não esta pendente de atendimento, mas também eles não tem moradia. Hoje estamos buscando junto aos órgãos competentes o auxílio aluguel para não deixar nenhuma família na rua”, afirmou.

Ela explicou que cada família que foi removida da área será acompanhada de perto pelos órgãos do governo. “Temos famílias com aluguel atrasado, crianças pequenas, algumas doentes, gente desempregada e vamos procurar dar todo o atendimento possível e o encaminhamento necessários. Tendo em vista que este não é o escopo principal do Prosamim, no entanto nos preocupamos muito com isso”, salientou.

Dutra apontou também que ainda não foi definido o que será feito do espaço recém-desocupado. “Buscamos destinar a área para o equipamento social ou urbano que seja necessário, porem não temos ainda a definição de como vai ser utilizado o espaço”, apontou.

Por Ive Rylo

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir