Dia a dia

Cinco pessoas são feitas reféns em rebelião no CDPM

Familiares aguardavam aflitos em frente ao presídio, exigindo informações das autoridades sobre os parentes presos - foto: divulgação / Corpo de Bombeiros

Familiares aguardavam aflitos em frente ao presídio, exigindo informações das autoridades sobre os parentes presos – foto: divulgação / Corpo de Bombeiros

Reivindicando transferência para outras unidades prisionais, um grupo de detentos do Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM) iniciou por vota de 16h30 de ontem, no quilômetro 8 da BR-174, onde o complexo está localizado, uma rebelião.  A enfermeira Marna Castro, 26, e pelo menos mais quatro agentes penitenciários foram feitos reféns.  Até às 23h30 de ontem, a situação no local era crítica e equipes da Polícia Militar tentavam negociar o fim da rebelião.

De acordo com a polícia, o tumulto começou no setor de triagem da unidade prisional e teria sido provocada por três detentos recém transferidos para o complexo. Informações extraoficiais revelaram que uma pessoa foi morta, mas não foi confirmado se era um detendo ou funcionário.

Uma multidão de familiares aguardavam aflitos por informações na entrada da unidade. O titular da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), Pedro Florêncio informou que os detentos exigiam ser transferidos para outras unidades e por conta disso, renderam os agentes penitenciários e a enfermeira. “Eles querem desestabilizar o sistema para resultar na minha exoneração. Estamos trabalhando para coibir estas práticas”, garantiu.

O comandante do Policiamento Especializado (CPE), tenente-coronel Cleitman Rabelo, informou que os responsáveis pela rebelião, foram transferidos na semana passada da cadeia pública Raimundo Vidal Pessoa, após terem mantido outros dois agentes reféns. O objetivo do grupo seria uma ser transferido para a Unidade Prisional do Puraquequara.

O pai da enfermeira refém, o comerciante Marlon Castro, disse que recebeu uma ligação da filha por volta das 18h. “Quando conversei ela pediu que pelo amor de Deus, eu mandasse a imprensa para cá, Ela só gritou pedindo socorro e eles falaram que se imprensa não entrasse eles iam fazer alguma coisa com ela. Depois tomaram o telefone dela e só ouvi gritos. Eu estou aflito. Só tenho essa filha e estou inclusive disposto a ficar no lugar dela como refém,” desabafou o pai.

Por Joandres Xavier

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