Política

Cinco municípios do AM decretam emergência por conta da cheia dos rios

Todos os anos é a mesma coisa: vem a enchente que afeta os municípios e os prefeitos baixam decretos para demonstrar o estado de suas cidades – Divulgação

Cinco municípios do interior já decretaram situação de emergência por conta das cheias dos rios Negro e Solimões e outras 34 cidades estão em situação de alerta, de atenção e de estado de emergência por conta de deslizamento de terra. Entre as medidas apresentadas para atender as famílias atingidas pelas cheias, as prefeituras destas localidades iniciaram um levantamento cadastral para saber o número de afetados, construção de pontes e passarelas, distribuição cestas de alimentos, kits de higiene e limpeza, colchonetes, kits dormitórios e galões de águas.

Das cidades que apresentaram situação de emergência, de acordo com dados disponibilizados pela Defesa Civil do Amazonas, estão as que integram a calha do Juruá, como Ipixuna, Eirunepé, Itamarati e Carauari, afetando um total de 9.035 mil famílias. Já os municípios que apresentaram situação de alerta, estão os municípios de Envira e Juruá, também da calha do Juruá.

Os municípios da calha do Solimões que decretaram situação de emergência foram Tabatinga, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença, Amaturá, Santo Antônio do Iça, Tonantins e Atalaia do Norte. Os da calha do Baixo Amazonas que estão em situação de emergência são Parintins, Barreirinha, São Sebastião do Uatumã, Nhamundá, Urucará, Boa Vista do Ramos e Maués.

Entre os municípios que apresentaram situação de atenção estão os da calha do Médio Solimões, entre eles Coari, Fonte Boa, Uarini, Alvarães, Tefé, Jutaí, Codajás, Manacapuru, Iranduba, Anori, Anamã, Caapiranga, Manaquiri, Itacoatiara, Autazes, Silves, Itapiranga e Urucurituba. Dos municípios que apresentaram situação de emergência por deslizamento de terra foram Manacapuru e Tefé com 121 famílias atingidas, ambos na calha do Baixo Solimões.

Em Carauari, a enchente dos rios já é visível na cidade e nas casas dos moradores – Alberto César Araújo

Segundo a Defesa Civil do Estado, o município de Carauari (distante a 788 quilômetros da capital) foi o quinto município do interior a decretar situação de emergência por conta da enchente, ainda em janeiro, quando recebeu informações do Centro de Monitoramento e Alerta (Cemoa), do órgão sobre a evolução do desastre.

“Só neste município são 3.065 famílias afetadas. A Defesa Civil de Carauari já começou a distribuição de kits de madeira para elevar o piso das casas e o governo do Estado vai entrar com ajuda humanitária para garantir a saúde e segurança alimentar das comunidades, assim como já está executando nos demais municípios em emergência na calha do Juruá”, disse o secretário-adjunto da Defesa Civil do Amazonas, Hermógenes Rabelo.

O prefeito de Itamarati, Antônio Maia da Silva (DEM), explicou que a prefeitura fez um trabalho de recuperação das residências que foram afetadas. Segundo ele, o governo federal disponibilizou uma faixa de 900 cestas de ajuda par atender as famílias prejudicadas pelas cheias dos rios.

“Está tudo sobre controle, a água já começou a baixar um pouco e para amenizar a situação para os próximos anos, estamos tentando atender as providências de ajuda para essas famílias de forma mais rápida”, destacou Maia.

O prefeito ressaltou a importância de criação de um fundo para atender as famílias prejudicadas pelas cheias de forma mais rápida. Ele explicou que, este ano, cerca de 900 famílias foram atingidas pelo fenômeno natural das elevações das águas.

O prefeito de Iranduba, município que sinalizou situação de atenção por conta das cheias, Francisco Gomes da Silva (DEM), explicou que a prefeitura vem levantando um cadastro das pessoas que poderão sofrer com o processo de elevação das águas dos rios. Nesta semana, o prefeito informou que a administração pública deverá começar a construção das pontes e passarelas.

“Nós já fizemos o cadastro de 80% das pessoas, e para atender essas famílias atingidas pelas cheias, estamos tendo apoio do corpo de bombeiros mirins, mas os recursos para atender esse pessoal vão sair por conta da prefeitura, até o momento, não recebemos apoio do governo federal ou estadual”.

Henderson Martins

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