Dia a dia

Cidade Nova é o único bairro de Manaus que ainda apresenta alta transmissão de doenças pelo Aedes

A pesquisa mostrou que houve uma diminuição de 95,4% de bairros com risco de transmissão do Aedes aegypti - foto: divulgação

A pesquisa mostrou que houve uma diminuição de 95,4% de bairros com alto risco de transmissão do Aedes aegypti – foto: divulgação

O segundo Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes Aegypti (LIRAa) mostrou que apenas a Cidade Nova tem alta vulnerabilidade de transmissão de doenças pelo Aedes aegypti. A pesquisa ainda mostra que houve uma diminuição de 95,4% de bairros com risco de transmissão, ou seja, que possui locais com maior número de criadouros do mosquito, em relação a novembro de 2015. Essas informações foram divulgadas nesta quinta-feira (29) pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

Dos 63 bairros de Manaus, outros 26, apresentam média vulnerabilidade: Nova Cidade, Colônia Terra Nova, Novo Aleixo, Jorge Teixeira, Tancredo Neves, São José, Armando Mendes, Colônia Antonio Aleixo, Compensa, Alvorada, Redenção, Bairro da Paz, Santo Agostinho, Lírio do Vale, São Jorge, Santo Antônio, São Raimundo, Japiim, Petrópolis, Flores, Parque 10, Centro, Morro da Liberdade, Betânia, Santa Luzia, Colônia Oliveira Machado.

No LIRAa de novembro de 2015, Manaus tinha 22 bairros com alta vulnerabilidade de risco de transmissão. No primeiro deste ano, realizado em janeiro, o número de bairros baixou para 17 bairros e agora apenas a Cidade Nova.

O Índice de Infestação Predial (IIP) de Manaus é de 1,0, o que mantém a capital com Médio Risco (valores entre 1,0 e 3,9) para as doenças causadas pelo mosquito – dengue, zika e chikungunya – apontando estabilidade do controle e redução do IIP que, em janeiro, havia sido de 1,8 e em novembro de 2015, de 1,4.

O Levantamento foi realizado entre 15 de agosto e 02 de setembro, período em que 300 profissionais da Semsa visitaram 29.619 imóveis em todos os bairros da capital.

O resultado do LIRAa por zona geográfica, mostra que as zonas Sul e Oeste têm IIP de 0,5, e a Norte, de 0,9. A zona Leste está acima da média da capital, com 2,0, mas com significativa melhora em relação ao Levantamento de janeiro, quando tinha IIP de 3,6.

Os depósitos que mais contribuíram para a proliferação do mosquito, neste segundo semestre, foram os recipientes de armazenamento de água para consumo em nível de solo, como tambor, tonel, camburão, barril e tina (tipo A2), que somaram 52,5% do total. Lixo, recipientes, garrafas, latas, ferro velho (tipo D2) representaram 19,1%, sendo que em janeiro haviam totalizado 28,2%.

Os resultados do LIRAa serviram de base para a elaboração de um Mapa de Vulnerabilidade, onde foram considerados outros indicadores, como bairros com notificações das doenças causadas pelo Aedes aegypti no período de julho e agosto de 2016, e a presença de mais de 30% de depósitos dos tipos A2 e D2 nos imóveis. A partir da próxima segunda-feira, 3, a Semsa irá concentrar o trabalho de combate ao vetor nos bairros de Alta e Média Vulnerabilidade, simultaneamente.

Estratégias

De acordo com o secretário Homero de Miranda Leão Neto, nos últimos anos a Semsa reforçou as estratégias para combater o Aedes aegypti e evitar as doenças transmitidas pelo mosquito.

“Intensificamos as vistorias em áreas prioritárias de maior vulnerabilidade, promovendo ações de limpeza urbana, aumentamos as visitas a pontos estratégicos, e passamos a usar drones para inspeção de potenciais criadouros em áreas de difícil acesso e em imóveis fechados ou abandonados, além de investirmos em comunicação para orientar a população, principalmente com o Decreto Emergencial”, pontuou.

Além disso, afirma o secretário, houve reforço no bloqueio químico com Motofog Fumacê (intervenção com inseticida) em áreas com registros de transmissão de doenças causadas pelo Aedes e um novo larvicida (Spinosad) e capas protetoras passaram a ser usados em depósitos tipo A1 (caixa d’água elevada) e A2 (armazenamento de água baixo).

Em relação à participação popular, um dos maiores avanços foi o treinamento de brigadistas e a formação das Brigadas de Combate ao Aedes em instituições públicas e privadas, o envolvimento da comunidade escolar nas ações de combate ao mosquito e a sensibilização dos profissionais de saúde da Atenção Primária para notificação de casos suspeitos.

Também houve, de acordo com Homero, a implementação de ações para os cuidados de bebês com microcefalia associada ao zika vírus, o incentivo ao uso do Disque Saúde (0800 280 8 280) e, ainda, uma grande participação das Forças Armadas e de outras secretarias municipais na prevenção e controle do vetor.

Informe Epidemiológico

A Semsa também divulgou nesta quinta-feira (29), o novo Informe Epidemiológico sobre o zika vírus em Manaus.

De acordo com o documento, 46 casos da doença estão sendo investigados. Desde o início das notificações, foram confirmados na capital 3.877 casos e descartados 1.927. Em mulheres grávidas, o número de casos confirmados é 448, outros 704 foram descartados e 20 continuam em investigação.

Manaus permanece com dois casos confirmados de microcefalia em bebês. Das 27 notificações feitas, 11 casos foram descartados e cinco ainda estão sendo investigados para confirmação ou descarte.

Com informações da assessoria

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