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Ciclovia tinha rachaduras seis meses antes da inauguração, aponta TCM

Um trecho da ciclovia que liga as orlas do Leblon e São Conrado desabou na última quinta-feira (21), resultando na morte de duas pessoas - foto: reprodução

Um trecho da ciclovia que liga as orlas do Leblon e São Conrado desabou na última quinta-feira (21), resultando na morte de duas pessoas – foto: reprodução

O Tribunal de Contas do Município do Rio constatou a presença de rachaduras e depressões no piso da ciclovia da Niemeyer seis meses antes de sua inauguração.

Um trecho da ciclovia que liga as orlas do Leblon e São Conrado desabou na última quinta-feira (21), resultando na morte de duas pessoas. Há a suspeita de que outras três pessoas passavam pelo local no momento da queda. Bombeiros continuam a busca por possíveis desaparecidos.

De acordo com documentos arquivados no site do TCM, a rachadura foi verificada em uma visita a obra ocorrida em julho. Um trecho de pelo menos 30 metros colapsou após o impacto com uma onda causada por ressaca, três meses após sua inauguração.

Segundo relatório produzido pela 2ª Inspetoria Geral de Controle Externo, havia depressões, trincas e falhas de acabamento em um dos pontos da ciclovia, próximo ao mirante do Leblon. As trincas foram verificadas junto a tampas de bueiros feitas de ferro fundido.

O TCM fez um total de cinco visitas a obra. As rachaduras foram observadas na penúltima verificação. O quinto e último relatório, publicado em outubro, registra que foi solicitada a correção das trincas, mas o questionamento não teve resposta.

Mão de obra

O tribunal acompanha a evolução das obras e pede modificações quando necessário. Os relatórios apontam ainda discrepâncias entre a quantidade de funcionários que a empresa diz usar e o que efetivamente foi encontrado no canteiro de obras. Os questionamentos quanto a isso foram feitos a partir da segunda visita.

“Outro aspecto relevante em relação à mão de obra é a falta de correspondência entre o quantitativo de profissionais indicados nas medições (memórias de cálculo) e o apontado em diário de obras”, afirma o TCM em relatório de outubro.

Segundo o relatório, no diário da obra consta, por exemplo, que haveria um bombeiro hidráulico no canteiro, mas na medição nenhum foi encontrado.

Algumas funções tinham mais profissionais do que o indicado. Era o caso de engenheiro júnior, que no diário constava um e na medição, dois. O mesmo ocorria com a função de servente, que no diário tinham quatro e na medição foram vistos 15.

“O número de profissionais lançados no Diário de obra está abaixo do real utilizado e deverá ser corrigido a partir da próxima medição”, responde a responsável pela obra.

Por Folhapress

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