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Ciclistas fazem mobilização pela ‘paz no trânsito’ em Manaus

 Diolúcio Silveira de Avelar Filho, 30, sobrinho da vítima, infpormou que a família não teve assistência da empresa Líder após o acidente - foto: Josemar Antunes


Diolúcio Silveira de Avelar Filho, 30, sobrinho da vítima, informou que a família não teve assistência da empresa Líder após o acidente – fotos: Josemar Antunes

Aproximadamente 60 pessoas se concentraram no Largo São Sebastião, na noite desta sexta-feira (29), no Centro da capital amazonense, com o propósito de mobilizar as autoridades locais sobre a morte no trânsito de ciclistas. No último dia 21 de maio, o autônomo Antônio Simão Lima de Araújo, 66, morreu após ser esmagado por um ônibus do transporte coletivo, na avenida Djalma Batista, bairro Chapada, Zona Centro-Sul.

De acordo com o sobrinho da vítima, Diolúcio Silveira de Avelar Filho, 30, a família não teve assistência da empresa Líder – proprietária do ônibus envolvido no acidente –  após o atropelamento.

“A empresa não deu nenhum suporte à família. Quem nos deu todo o auxílio foi a empresa pra quem meu tio prestava serviços”, contou.

Ainda de acordo com Diolúcio, a esposa da vítima, Fátima da Silva Araújo, 56, passa por problemas de saúde desde o acidente fatal.

Antônio Simão, segundo a família, utilizava há mais de 30 anos a bicicleta como meio de transporte para o trabalho.

“Esperamos que as autoridades responsáveis pelo trânsito de Manaus se sensibilizem não só com a dor da família, mas vejam que condutores irresponsáveis estão assassinando pessoas inocentes no trânsito. Não podemos cruzar os braços!”, disse o sobrinho da vítima.

Conforme  Diolúcio, Antônio era amante da bicicleta e sempre comentava que não sentia-se bem sem sua ‘magrela de duas rodas’.

Imagens do acidente foram veiculadas na imprensa e o Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM) está apurando a fatalidade, ocorrida em uma das principais vias da cidade.

Com cartazes e frases como ‘Paz no Trânsito’, ciclistas abraçaram a causa da dor da família.

Um dos mobilizadores da ‘Massa Crítica’, Keyce Jhones, criticou o poder público de não rever à falta de segurança que ciclistas e pedestres sofrem no trânsito.

Um dos mobilizadores da ‘Massa Crítica’, Keyce Jhones, criticou o poder público de não rever à falta de segurança que ciclistas e pedestres sofrem no trânsito.

De acordo com um dos mobilizadores da ‘Massa Crítica’, Keyce Jhones, o poder público deve rever à falta de segurança que ciclistas e amantes sofrem no trânsito devido a imprudência por parte de alguns motoristas que não respeitam o Código Brasileiro  de Trânsito (CBT).

Keyce falou ainda sobre a omissão do poder público em não oferecer segurança aos pedestres e ciclistas na cidade, o que acaba  favorecendo ao fluxo intenso de veículos.
“As ruas são projetadas apenas para dar fluxo e velocidade aos veículos, enquanto nós somos deixados para o segundo plano”, acrescentou.

Ainda de acordo com Keyce, nos três anos de gestão, nunca se viu uma iniciativa eficaz para combater a violência no trânsito.  “Estamos na campanha do ‘Maio Amarelo’, mas o movimento nacional está sendo manchado com sangue. Queremos ação e projetos concretizados e não só promessa. Vestir a camisa e abraçar a campanha não resolve a causa de ninguém”, disse.

Thiago Moreno, 34, há quatro anos utiliza a ‘bike’ em suas atividades físicas e no esporte. No ano de 2014, ele também  sofreu um acidente  na avenida Djalma Batista, após um ônibus o ter arremessado na via.

“Eu trafegava na avenida e o motorista jogou o coletivo e acabei caindo na calçada, onde sofri apenas escoriações pelo corpo”, contou.

O trajeto do percurso do Largo São Sebastião até a avenida Djalma Batista foi acompanhado por uma equipe do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito de Manaus (Manasutrans).

Por Josemar Antunes (especial EM TEMPO Online)

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