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Chuva faz reservatórios de SP subirem; Cantareira chega a 15,3%

A chuva que atingiu a região metropolitana na tarde deste domingo (10) fez subir os níveis dos principais reservatórios que abastecem a região de São Paulo.

De acordo com balanço da Sabesp divulgado nesta segunda-feira (11), o nível do Cantareira, o maior da Grande São Paulo e em situação mais crítica, avançou 0,2 ponto percentual e opera com 15,3% de sua capacidade.

Com a chuva deste domingo, o sistema acumula 30,3 mm de água -o que corresponde a 38,75% do volume de água esperado para maio (78,2 mm).

O sistema abastece 5,3 milhões de pessoas na zona norte e partes das zonas leste, oeste, central e sul da capital paulista -eram cerca de 9 milhões antes da crise da água. Essa diferença passou a ser atendida por outros sistemas.

O percentual usado agora tem como base a quantidade de água naquele dia e a capacidade total do reservatório, de 1,3 trilhão de litros e que inclui o volume útil (acima dos níveis de captação) e as duas cotas do volume morto (reserva do fundo das represas, captadas com o auxílio de bombas).

Até então, o índice considerava o volume morto apenas na quantidade disponível, e não na capacidade total -sem ele, o sistema tem capacidade de 1 trilhão de litros de água. Essa é uma das três metodologias que a Sabesp usa atualmente para divulgar o volume do reservatório.

Para preservar o Cantareira, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) não quer usar no período seco, que vai até outubro, o segundo volume morto do reservatório. A retirada de água, hoje em 15 mil litros por segundo, cairá para 10 mil litros, o que deixará mais áreas com torneiras secas. Hoje há casas que ficam até 20 horas diárias sem água.
Reajuste
A conta de água ficará 15% mais alta em São Paulo. A Sabesp poderá aplicar o reajuste após o aval da Arsesp, agência reguladora de saneamento. Ele vigorará 30 dias após a publicação no “Diário Oficial” do Estado.

A porcentagem está abaixa da pedida pela empresa do governo Alckmin (PSDB), 22,7%, mas bem acima da inflação de 4,63% desde o aumento anterior, em dezembro de 2014.

Obras atrasadas

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) adiou mais uma vez a data prevista de entrega da principal obra para evitar um rodízio de água na Grande São Paulo em 2015.
A ligação entre o sistema Rio Grande (braço limpo da represa Billings) com o manancial do Alto Tietê estava inicialmente prevista para entrar em operação parcial já neste mês, conforme promessa de fevereiro do tucano. Contudo, Alckmin estimou nesta segunda (4) a inauguração para setembro.

Quando concluída, a obra contará com 11 km de novas adutoras e levará 4.000 litros de água por segundo de um sistema para o outro. Esse volume extra de água dará ao Alto Tietê, no extremo leste da Grande SP, um fôlego suficiente para ceder parte de sua água para o sistema Cantareira, o maior da região metropolitana e hoje em situação mais crítica.

Outros reservatórios

O nível do sistema Alto Tietê, que abastece 4,5 milhões de pessoas na região leste da capital paulista e Grande São Paulo, avançou 0,3 ponto percentual e opera com 22,9% de sua capacidade.

No dia 14 de dezembro, o Alto Tietê passou a contar com a adição do volume morto , que gerou um volume adicional de 39,5 milhões de metros cúbicos de água da represa Ponte Nova, em Salesópolis (a 97 km de São Paulo).

O nível da represa de Guarapiranga, que fornece água para 5,2 milhões de pessoas nas zonas sul e sudeste da capital paulista, opera com 81,8% de capacidade após avançar 0,9 ponto percentual.

O reservatório Alto de Cotia, que fornece água para 400 mil pessoas, opera com 66,4% de sua capacidade após avançar 0,9 ponto percentual.

Já o Rio Grande, que atende a 1,5 milhão de pessoas, avançou 0,8 ponto percentual e opera nesta segunda com 95,6% de capacidade. O nível de Rio Claro, que atende a 1,5 milhão de pessoas, passou de 52,7% para 53,3%.

A medição da Sabesp é feita diariamente e compreende um período de 24 horas: das 7h às 7h.

Por Folhapress

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