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Chuva causa desmoronamentos e destrói até asfalto, em Manaus

A Defesa Civil do Município registrou três ocorrências desse tipo, mas sem feridos ou desabrigados - foto: Michelle Freitas

A Defesa Civil do Município registrou três ocorrências desse tipo, mas sem feridos ou desabrigados – foto: Michelle Freitas

Desmoronamentos de barranco, deslizamento de terra, alagamento de ruas, casas e asfalto danificado foram os estragos causados pela chuva intensa, na madrugada e manhã desta quarta-feira, em Manaus. A Defesa Civil do Município registrou três ocorrências desse tipo, mas sem feridos ou desabrigados.

Técnicos da Defesa Civil foram chamados para atender um risco de deslizamento de terra na rua Abel, na Comunidade Nossa Senhora de Fátima, zona Norte de Manaus, e dois desmoronamentos de barranco. Um registrado na rua Amazonas, no bairro Jorge Teixeira, e outro na rua Chilena, loteamento Gustavo Nascimento, ambos na Zona Leste.

Já na rua Ouro Preto, localizada no bairro Parque das Laranjeiras, Zona Centro-Sul, moradores não param de contabilizar prejuízos em decorrência de alagações provocadas pelas chuvas. De acordo com os populares, um barranco de um terreno abandonado, situado na mesma rua, cede com os temporais, ocasionando o entupimento dos bueiros e deixando por muitas vezes os habitantes isolados.

“Toda vez que chove essa situação se repete. Não sabemos quem é o responsável por esse terreno, então fica difícil de resolver esse problema que vem tirando a nossa paz. Quando alaga a minha casa, eu passo a noite em cima da cama com medo que aconteça algo pior. Perdi as contas de quantos móveis foram destruídos pelas diversas alagações”, disse a aposentada e dona de casa, Valdelice Ferreira da Silva, 70.

No bairro União da Vitória, na Zona Leste, o asfalto cedeu deixando parte de uma rua destruída. Os buracos dificultam o acesso pela via.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que, entre as 8h da manhã de terça-feira (29) e as 8h da manhã de ontem (30), o acumulado de chuva na estação meteorológica do INMET, que fica na sede, entre as avenidas Mário Ypiranga e Maceió, foi de 16,2mm.
Segundo os dados da estação automática do INMET, das 05h até as 07h desta quarta-feira, o acumulado de precipitação estava em 13mm.

Do dia 1° de março até as 8h de ontem, na capital, o acumulado mensal estava em 275mm, o volume considerado normal para o mesmo período. Para ficar na média de precipitação, o mês de março deveria fechar com precipitação entre 245 e 337mm. O órgão destacou ainda que para o estado do Amazonas, a previsão climática indica chuvas dentro do normal (ou média) para o trimestre Abril, Maio e Junho.

Por Gerson Freitas

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