Cultura

Chuva atrasa início do primeiro dia de desfiles no Sambódromo

 

Com 45 minutos de atraso, devido à chuva, a Escola de Samba do Grupo C, Leões do Barão Acú, abriu o Carnaval de Manaus 2017. Nesta sexta-feira (24), no total, 14 escolas dos grupos de acesso A, B e C ‘invadiram’ a avenida do Sambódromo, na Zona Oeste, e levaram o melhor do samba para o público que foi ao local.

Mais de mil pessoas prestigiam os desfiles e os enredos vão da tradicional história amazônica do boto cor de rosa ao centenário do samba em seus estilos. As escolas do grupo C foram as primeiras a entrar no Sambódromo às 20h45, exatamente 45 minutos depois do horário previsto na programação da Secretaria de Cultura do Amazonas (SEC). Cada agremiação teve 25 minutos de apresentação.

Mesmo com chuva, os brincantes foram para a avenida do samba –  Fotos: Márcio Melo

A autônoma, Rosa de Oliveira Ferreira, 48, acompanhou a passagem das agremiações ao lado do gradil para sentir na pele “o tocar das baterias”.

“Mesmo em pé, amo ver as escolas passando ao meu lado. Nunca fico na arquibancada porque é como sentir o bater do meu coração junto com a bateria”, disse a autônoma, que prestigia o Carnaval de Manaus há mais de 10 anos e torce pela Dragões do Império, do bairro São Jorge, onde ela morou.

Torcedora da Primos da Ilha, última escola a se apresentar no primeiro dia de desfile, a comerciante Ana Maria Toledo, 37, trouxe as duas filhas, de 7 e 5 anos, para o Desfile do Grupo de Acesso.

“Eu preferi trazer hoje as minhas filhas porque tem menos pessoas no Sambódromo. Elas amam o Carnaval e mostramos para elas o mergulho cultural que esta festa proporciona. É importante para o crescimento e desenvolvimento delas. Estamos pulando carnaval em família e cercada por segurança”.

Agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito de Manaus (Manaustrans), as polícias Militar e Civil, equipes de limpeza da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) fazem a segurança e vistoria no Sambódromo de Manaus.

O diretor da União das Escolas de Samba do Amazonas (Uesam), Fabrício Nascimento, afirmou que o Carnaval vem se reinventado para se manter mesmo com a crise econômica. Segundo ele, esse é um ano de superação para todas as agremiações, mas, principalmente, para as do grupo de acesso.

“O Carnaval de Manaus tem passado por uma crise, assim como a economia do país, e a gente entende o quanto a Prefeitura e o Governo do Estado têm feitos esforços para ajudar as escolas, principalmente, as que desfilaram hoje. É importante a gente saliento o trabalho e o sacrifício de cada dirigente, de cada folião que veio para o Sambódromo mesmo embaixo de chuva e do público que veio prestigiar essa grande festa. Tenho certeza que esse é um ano de superação, com a participação e o envolvimento de todos para fazer uma excelente festa”.

Em seguida, foi a vez das escolas do Grupo B, que iniciaram seus desfiles por volta das 22h. As escolas Mocidade Independente do Coroado, Unidos do Coophasa, Presidente Vargas e Império do Hawaí tiveram 30 minutos cada para a apresentação.

Unidos da Cidade Nova, Dragões do Império, Balaku Blaku, Acadêmicos da Cidade Alta, Beija Flor do Norte e Primos da Ilha, todas do Grupo A, fecharam a primeira noite do Carnaval de Manaus.

Bruna Souza
EM TEMPO

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