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China confirma 91 desaparecidos após deslizamento em zona industrial

A frequência de acidentes industriais na China levanta questões sobre a eficácia das normas de segurança do país- foto: reprodução

A frequência de acidentes industriais na China levanta questões sobre a eficácia das normas de segurança do país- foto: reprodução

Equipes de resgate em Shenzhen procuram nesta segunda-feira (21) ao menos 91 desaparecidos após um deslizamento de terra na cidade chinesa.

No domingo (20), uma montanha de lama e resíduos de construção desmoronou em um parque industrial da cidade no sul do país, perto de Hong Kong, soterrando 33 edifícios.

Apenas sete pessoas foram resgatadas desde a tragédia e 13, no total, foram hospitalizadas devido ao deslizamento, incluindo três em estado grave, segundo o canal chinês CCTV. Dada a quantidade de resíduos, é pequena a chance de ainda encontrar sobreviventes.

A chuva persistente sobre a cidade nesta segunda também atrapalha as operações de resgate.
De acordo com o Ministério de Recursos da Terra, as autoridades provinciais enviaram uma equipe para investigar o deslizamento de terra.

Segundo informações preliminares, a quantidade de lama e entulho no local era imensa e foi sendo empilhada de um modo excessivamente íngreme, “causando instabilidade e desmoronamento, e levando à queda de edifícios”, disse o ministério em um comunicado.

Mais de um ano atrás, um jornal controlado pelo governo chinês já havia advertido que a cidade iria ficar sem espaço para despejar o lixo resultante do boom no setor da construção.

Além de novos edifícios, uma rede de linhas de metrô está sendo construída em Shenzhen, e os montes de terra escavados são despejados em lixões.

Um jornal oficial de Shenzhen, publicado pelo governo da cidade, citou um funcionário não identificado dizendo, em outubro de 2014, que a escolha de um lugar para o descarte do entulho estava se tornando “extremamente difícil” e essa era a “única coisa” que o preocupava.

“Shenzhen tem 12 locais de despejo de entulho e só pode aguentar até o próximo ano [2015]”, informou na época o jornal.
A frequência de acidentes industriais na China levanta questões sobre a eficácia das normas de segurança do país, que é a segunda maior economia do mundo e vive há três décadas um crescimento econômico vertiginoso.

Em agosto, a explosão de um terminal de contêineres com produtos inflamáveis deixou ao menos 112 mortos na cidade portuária de Tianjin.

Por Folhapress

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