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Cheia do Rio Negro pode ficar entre as cinco maiores já registradas em Manaus, diz CPRM

Ricardo Dallarosa disse que se o volume de chuvas continuar no mesmo ritmo, em 3 meses, a previsão  é de que o níve do rio possa alcançar 29,89 metros - foto: Cecília  Siqueira

Ricardo Dallarosa disse que se o volume de chuvas continuar no mesmo ritmo, em 3 meses, a previsão é de que o níve do rio possa alcançar 29,89 metros – foto: Cecília Siqueira

A cheia do rio Negro este ano pode ficar entre as cinco maiores já registradas na capital amazonense. A informação foi repassada pela Superintendência Regional do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) durante o 3º alerta de cheia, ocorrido na manhã desta segunda-feira (1), na sede do órgão, localizado na avenida André Araújo, bairro Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus.

Conforme a medição no Porto de Manaus, na manhã de hoje, o rio Negro alcançou a cota de 29,39 metros, 58 centímetros abaixo da cheia histórica de 2012, quando a marca registrada foi de 29,97 metros.

De acordo com superintendente do CPRM, Marco Antônio Oliveira, a previsão de que nível do rio possa alcançar 29,89 metros, com oscilação do valor médio de 29,59 metros.

“Desde o primeiro alerta de cheia, a gente tem observado uma mudança gradual, no limite da previsão. Já é uma cheia grande e está entre as dez maiores. A depender da evolução, pode ficar entre as cinco, consequentemente devido ao excesso de chuva na bacia do rio Negro”, explicou o superintendente.

Segundo o chefe da divisão de meteorologia do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Ricardo Dallarosa, por mais que a Amazônia Brasileira tenha menos chuvas neste período, há expectativa de que o noroeste da região amazônica tenha índice pluviométrico acima da média sobre a bacia do Negro.

“É importante observar que a expectativa de chuvas, acima da média, pode ser um fator determinante para que o nível do rio possa alcançar, aqui em Manaus, valores mais significativos do que tem ocorrido até agora”, disse Dallarosa.

Defesa Civil

A Defesa Civil de Manaus trabalha com a cota de 29,90 metros para a construção de passarelas desde o 1º alerta de cheia. O chefe da divisão de suportes da Defesa Civil, Cleodivan Menezes, falou que o cronograma de construção de passarelas e visitas às famílias dos bairros atingidos está em 11 bairros da capital e na Zona Rural.

“Visitas e vistorias foram feitas na área rural, que está sendo muito afetada pela cheia, principalmente a área territorial do rio Amazonas. Essa semana finalizamos e vamos continuar com o monitoramento”, informou Menezes.

Um total de 29 pontes de madeira, totalizando 3.342 metros, foi construído nos bairros Mauzinho, Tarumã, Educandos, Cachoeirinha, Raiz, Betânia, Aparecida, Presidente Vargas, São Jorge, Santo Antônio e Centro. Uma equipe da Defesa Civil será enviada para o bairro Colônia Antônio Aleixo para erguer 180 metros de pontes.

Por Cecília Siqueira (especial EM TEMPO Online)

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