Dia a dia

Cheia do rio Negro deverá ser amena, segundo o CPRM

Órgão divulgou ontem o primeiro alerta de cheia do ano, com a previsão de 27,20 metros para este ano - foto: Diego Janatã

Órgão divulgou ontem o primeiro alerta de cheia do ano, com a previsão de 27,20 metros para este ano – foto: Diego Janatã

A cota máxima do rio Negro deverá chegar a 27,2 metros, conforme informações divulgadas na manhã de ontem, pelo Serviço Geológico Brasileiro (CPRM), durante o anúncio do primeiro alerta de cheia deste ano. A marca ficará abaixo do nível registrado em 2015, quando o Negro chegou a 29,66 metros. Na medição desta quinta-feira, o rio Negro estava com 23,30 metros.

A quantidade das chuvas, conforme explicações da pesquisadora da Gerência de Hidrologia e Gestão Territorial do órgão, Luna Alves, estão contribuindo para o baixo nível do rio, o que por extensão fará com que a cheia deste ano seja mais branda em relação aos anos anteriores, não comprometendo as comunidades ribeirinhas. “A princípio, não será uma cota de enchente e inundação”, observou.

Além das chuvas, observou Luna, em Manaus, o nível do Negro também é influenciado por outras bacias hidrográficas do interior do Estado, como por exemplo, Tabatinga, onde a quantidade de chuvas influi diretamente na subida e descida das águas.

”A cheia do rio Negro também é influenciada pelo Solimões, que tem subido rápido. Em Tabatinga, a cota está próxima da emergência (11,69 metros ontem)”, destacou a pesquisadora, que também destacou que os meses de abril e maio serão fundamentais devido a quantidade de chuvas, para confirmar as projeções do volume da cheia.

Nos dias 30 de abril e 31 de maio, o CPRM deverá divulgar outros dois alertas de cheia. Entretanto, até lá as projeções feitas pelo órgão poderão sofrer ser alteradas.

Alerta de cheia e de chuvas intensas orientará ações

O alerta de cheia emitido ontem CPRM servirá para a Defesa Civil de Manaus planejar ações em conformidade com o plano de contingência para o segundo trimestre deste ano. Apesar das previsões darem conta de uma cheia branda, os trabalhos do órgão se concentraram nas áreas consideradas de risco, em virtude das chuvas previstas para os próximos meses.

A Defesa Civil já monitora esses locais com ajuda do Núcleo de Proteção e Defesa Civil na Comunidade (Nupdec) e agora vai intensificar esse trabalho em parceria com outras secretarias.

“Mesmo sem a previsão de uma grande cheia, o trabalho da Defesa Civil não para. Estamos em alerta desde o início do período chuvoso, e agora com essa previsão podemos traçar um planejamento em parceria com as secretarias que já atuam conosco nesses locais vulneráveis. Juntos, estudaremos medidas que podem ser adotadas para minimizar o impacto para quem mora nessas áreas”, explicou.

As chuvas também influenciam na subida dos rios, e por isso o monitoramento no mês de abril é de grande importância. Para o chefe de meteorologia do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Ricardo de La Rosa, as chuvas que no primeiro trimestre ficaram abaixo da média, devem voltar à normalidade com o fim do El Niño, e por isso pode haver chuvas mais intensas e com ventos fortes a partir de abril.

Da redação

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