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Cheia do rio Negro deve alcançar cota de 27,57 metros, segundo o CPRM

Durante coletiva realizada na manhã de hoje, na sede da CPRM, localizado na Zona Sul, o órgão apresentou o 3º e último relatório das cheias dos rios com as análises das anomalias de TSM do pacifico equatorial - foto: Ione Moreno

Durante coletiva realizada na manhã de hoje, na sede da CPRM, localizado na Zona Sul, o órgão apresentou o 3º e último relatório das cheias dos rios com as análises das anomalias de TSM do pacifico equatorial – foto: Ione Moreno

Com o fenômeno El Ninõ perdendo força e deixando de atuar nos oceanos, fator que contribui para a subida e descida dos rios da Amazônia, a previsão da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) – Serviço Geológico do Brasil, é que a cheia do rio Negro para este ano, já considerada normal, alcance a cota de 27,57 metros. Nesta terça-feira (31), o Rio Negro subiu apenas 3 centímetros e alcançou a marca de 26,97 metros. Ficando ainda 2,39 metros abaixo da cota registrado no mesmo período do ano passado, quando o serviço hidrológico do Porto de Manaus registrou a marca de 29,36 metros.

Durante coletiva realizada na manhã de hoje, na sede da CPRM, localizado na Zona Sul, o órgão apresentou o 3º e último relatório das cheias dos rios com as análises das anomalias de TSM do pacifico equatorial; Prognósticos das TSM e o El Ninõ; Análise das chuvas (climatologia) e Prognóstico sazonal.

Segundo a CPRM, a cota no início deste ano, estava abaixo das registradas nos anos anteriores em 10%, o que contribuiu para a previsão da normalidade. O maior volume de água registrado na subida dos rios ocorreu somente nos meses de abril e maio, deixando a marca atual mais próxima da mediana. A quantidade de chuvas ocorridas no período considerado ‘inverno amazônico’, ficou abaixo do esperado pelo CPRM.

Em Boa Vista, o processo de vazante já encerrou, ficando 57 centímetros, abaixo da marca registrada em 2015. O período de enchente no Estado já iniciou, mas bem abaixo da cota, apontada nesta mesma época. De acordo com o relatório da CPRM, o rio de São Gabriel da Cachoeira é o único que ainda está com valores mais críticos. O nível deste ano está próximo da maior marca já registrada, em 2012. Segundo o órgão, ainda não tem como prever se haverá mudança neste cenário.

Na bacia do Solimões, no município de Tabatinga, onde a marca deste ano também esteve próxima de alcançar a maior cota já registrada desde 1902, o nível do rio começou a descer desde o dia 28 de abril. Em Manacapuru, ainda ocorre o processo de enchente subindo 2 a 4 centímetros por dia, mas não havendo possibilidade de alcançar a marca histórica.

“Choveu bem menos do que nós esperávamos, algo em torno de 50mm, no acumulado. A gente estima que o intervalo vai estar em 26,97 a 27,57 metros. Esse valor tem uma frequência de 74,6%, o que representa que essa cota de 27,57 metros só não foi atingida em 25% dos anos, em que a cota foi registrada. Isso não quer dizer que não teremos uma vazante severa. Não podemos afirmar isso, ainda. O que pode acontecer daqui para a frente, as chuvas que ainda vão ocorrer em todas as bacias, poderá sim afetar o comportamento dos fenômenos”, disse a engenheira ambiental do CPRM, Luna Gripp Simões Alves.

Já a Defesa Civil do Estado, divulgou que os estudos feitos nas principais calhas mostram que na Bacia do Juruá e Alto Solimões, os níveis dos rios estão em processo de vazante. Na Bacia do Baixo Amazonas, as estações monitoradas apresentam elevação do nível do rio, porém com níveis baixos para o período. A Bacia do Purus também se encontra em período de vazante, em cotas abaixo da média para a época. No rio Acre, que influência o Purus, o nível registrado é semelhante ao mesmo período em 2011, quando ocorreu a seca histórica.

O órgão estadual informou ainda que, em Parintins a cota do rio está parado em 7 metros. Já em Tabatinga, a marca registrada até o momento foi de 10,35 metros, sendo que o nível se encontra em processo de descida. O mesmo acontece em Eirunepé. O rio no município alcançou a cota de 10,20 metros, mas já está baixando. Em Humaitá, o rio chegou a alcançar 17,04 metros, a partir desta marca iniciou a seca.

Previsão do tempo

A previsão para os próximos dias, em Manaus, indica tempo instável de céu variando de parcialmente nublado a nublado com chuvas em forma de pancadas. As temperaturas devem continuar altas, com as mínimas em torno dos 24 e 26°C e a máxima entre os 33 e 35°C, informou o Instituto Nacional de Meteorologia.

Ainda segundo o órgão, Em Manaus, das 8h da última segunda-feira (30) até as 8h de hoje, choveu 26mm na estação meteorológica do INMET, localizada no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul.  O meteorologista do Inmet, Gustavo Ribeiro, ressaltou que, de uma maneira em geral, a previsão de chuvas para os próximos dias é considerada normal para o mesmo período.

Por Gerson Freitas

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