Economia

Cheia causa prejuízo de R$ 131 mi ao Amazonas

A produção de maracujá foi uma das mais afetadas pela cheia dos rios, neste ano, e teve perdas de R$ 14,5 milhões – Arquivo/EM TEMPO

A produção agrícola do Amazonas registrou perdas de, aproximadamente, R$ 131 milhões no primeiro semestre do ano, em função da cheia dos rios no interior do Estado.

A produção que mais teve prejuízo foi a da banana – em torno de R$ 50,9 milhões -, seguida pelo cultivo do mamão, com perdas de quase R$ 24,8 milhões, o de maracujá – R$ 14,5 milhões -, o de mandioca – R$ 7,8 milhões – e o de couve – R$ 6,7 milhões. Os dados foram disponibilizados ontem (11) pelo Instituto de Desenvolvimento Rural e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam).

Entre os municípios que registraram as maiores perdas, estão três da Região Metropolitana de Manaus: Manacapuru, com perdas superiores a R$ 62,3 milhões, Manaquiri, com prejuízos de quase R$ 33,9 milhões, e Iranduba, que perdeu mais de R$ 20,3 milhões.

Os municípios de Atalaia do Norte e São Paulo de Olivença, no Alto Solimões; Carauari, Ipixuna e Guajará, na Calha do rio Juruá; Borba, na Calha do rio Madeira; e Anamã, Caapiranga, Iranduba, Manacapuru e Manaquiri, na Calha do Solimões e do Rio Negro, também tiveram prejuízos. Já no Médio Amazonas, Urucurituba teve perdas, assim como Boa Vista do Ramos e Nhamundá, no Baixo Amazonas estão. A cheia afetou em torno de 6.163 famílias em todo o Estado.

Subida dos rios atingiu culturas como banana, mamão e maracujá, acarretando prejuízos milionários para a produção agrícola do Estado

De acordo com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea), Muni Lourenço, a cheia dos rios deste ano, apesar de não ter sido uma das maiores dos últimos anos, gerou grandes prejuízos para o setor rural, em especial, na perda de safras e de culturas agrícolas que são cultivadas nas áreas de várzeas. “Os itens mais afetados são as frutas como banana, maracujá e, também, hortaliças, folhagens, fibras, vegetais e a própria mandioca sob esse impacto”, disse.

Conforme Muni Lourenço, a agropecuária também vem sentindo os impactos das cheias dos rios, uma vez que as áreas de várzea ainda se encontram submersas.

Segundo o presidente da Faea, os rebanhos que estavam nas várzeas ainda estão em áreas de terra firme. Boa parte desses rebanhos, conforme explicou Muni Lourenço, estão com o acesso à pastagem insuficiente, propiciando a perda de peso dos gados e a diminuição significativa na produção do leite.

Henderson Martins

EM TEMPO

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