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Chegada de Diego ‘turbina’ programa de sócio-torcedor do Flamengo

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Diego chegou e ajudou os dirigentes a enxergarem uma luz no fim do túnel – foto: divulgação

Diego ainda não estreou pelo Flamengo, mas fora de campo a chegada do meia é um sucesso. Apenas uma semana após o anúncio da contratação, o clube coleciona números relevantes no seu programa de sócio-torcedor, o Nação Rubro-Negra. Foram cerca de 1.200 adesões, aproximadamente 175 sócios por dia. O clube tem o recorde de novos cadastrados em 2016 e superou a marca dos 54 mil associados.


O novo camisa 35 da Gávea é o fio condutor de uma mudança sonhada pela diretoria. O programa estava quase parado. Despencou recentemente da 6ª para a 9ª posição entre os clubes brasileiros e lá permaneceu. A má fase de jogadores importantes e a sequência de eliminações na temporada comprometeram diretamente o projeto.

Diego chegou e ajudou os dirigentes a enxergarem uma luz no fim do túnel. O presidente Eduardo Bandeira de Mello e seus pares têm a certeza de que jogadores de expressão mudarão o Flamengo de patamar. Foi assim após a contratação de Guerrero no ano passado, quando o programa atingiu quase 70 mil associados.

O meia recém-chegado deu mais uma rápida prova disso. Com o time bem no Campeonato Brasileiro e os principais nomes em destaque, o crescimento será constante na avaliação rubro-negra e com potencial para interromper o incômodo panorama de idas e vindas.

“O programa sofre oscilações ao longo do tempo. Trabalhamos diretamente para melhorá-lo e comunicar ao torcedor a sua importância no processo. Todo o investimento no departamento de futebol é uma forma de o Flamengo retribuir. A contratação do Diego é mais uma das ações. O torcedor está comprando a ideia e o programa vai voltar a crescer de forma acelerada”, explicou o diretor de marketing do Flamengo, Bruno Spindel.

Mas falta uma ponta no negócio. Trata-se do Maracanã. Os comandantes do clube da Gávea reconhecem que sem uma casa o Nação Rubro-Negra terá dificuldades para passar dos 80 mil sócios, número considerado baixo em comparação com Corinthians, Palmeiras, Internacional e São Paulo. Todos possuem estádios e mais de 100 mil associados.

Participar como protagonista da administração do Maracanã é a meta do Flamengo tão logo se encerrem os Jogos Olímpicos Rio-2016. O clube discute projetos e aguarda a resolução do impasse entre governo do Estado e concessionária. Se não for nos moldes desejados, o time já garantiu em nota que não celebrará contrato de locação.

Outra possibilidade é investir na reforma da Gávea. Entretanto, tal processo depende de aprovações delicadas e, mesmo que tudo dê certo, demorará o mínimo de dois anos para concluí-lo. Um tempo que o Flamengo não pretende esperar para que o Nação Rubro-Negra seja de fato a sua “menina dos olhos”.

“É óbvio que o estádio ajuda, mas não é a única coisa. A questão está sendo discutida e avaliada pelo clube. O Flamengo já manifestou o seu desejo e fará o que for necessário para que o Nação Rubro-Negra só cresça. Somos o maior clube do Brasil, a maior torcida do mundo e o desafio é enorme. O sócio-torcedor é importante para o estádio e o estádio para o sócio-torcedor”, encerrou Spindel.

Por Folhapress

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