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Chavismo acusa EUA de tramar golpe por meio de protesto nesta quinta

O governo da Venezuela acusou a oposição e os Estados Unidos de planejarem um golpe de Estado no país.

Segundo representantes de Caracas, a tentativa de tomar o poder ocorreria na quinta-feira (1º), dia em que foi convocada uma marcha dos opositores para cobrar um referendo para revogar o mandato do presidente Nicolás Maduro.

O ministério venezuelano de Relações Exteriores divulgou um comunicado protestando contra declarações do Departamento de Estado dos EUA sobre o país.

A pasta classificou como “insolente” a crítica dos EUA sobre sua decisão de transferir o ex-prefeito opositor Daniel Ceballos para a prisão.

Em nota, o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, John Kirby, havia condenado a transferência, alegando que “representa um esforço para intimidar o direito do povo de expressar pacificamente sua opinião”.

O texto da chancelaria venezuelana, por sua vez, acusa o governo de Barack Obama de “tentar desestabilizar a Venezuela e a região em seus últimos dias de governo para legitimar planos imperialistas contra a paz e o desenvolvimento do povo”.

A oposição venezuelana irá às ruas para exigir das autoridades eleitorais que decidam a data de coleta dos quatro milhões de assinaturas necessários para a convocação do referendo revogatório.

Para a Venezuela, as declarações dos EUA “estimulam e promovem atitudes violentas, extremistas e antidemocráticas na Venezuela”.

O comunicado alega que “ficaram evidentes a marca e a autoria do golpe de Estado planejado para o próximo 1º de setembro”.

Para o diretor executivo da divisão americana da ONG Human Rights Watch, há um clima de forte tensão na Venezuela nesta semana. José Miguel Vivanco disse à reportagem acreditar que há no país um esforço de repressão para intimidar a oposição e impedir a manifestação de quinta.

“O governo faz campanha dizendo que há uma conspiração e golpe para explicar seus atos. A situação é delicada e tensa. O governo atua de forma tirânica e inventa isso para se perpetuar no poder”, disse.

Por Folhapress

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