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“Charlie Hebdo” vai doar 4 mi de euros a vítimas dos ataques de janeiro

Após os ataques, o "Charlie Hebdo" recebeu diversas doações em dinheiro e viu um aumento expressivo na tiragem. foto: divulgação.

Após os ataques, o “Charlie Hebdo” recebeu diversas doações em dinheiro e viu um aumento expressivo na tiragem. foto: divulgação.

O jornal satírico francês “Charlie Hebdo” anunciou que vai doar todo o dinheiro recebido de doações -o equivalente a cerca de R$ 15 milhões- para as vítimas dos ataques de extremistas islâmicos em Paris em janeiro, que teve a redação do veículo como um dos alvos.

Em 7 de janeiro, dois irmãos radicais mataram 12 pessoas, a maioria das quais jornalistas e cartunistas, durante uma reunião editorial.

O semanário havia publicado uma série de caricaturas de Maomé ao longo dos últimos anos, o que irritou autoridades islâmicas no mundo e provocou debates sobre liberdade de expressão e respeito à liberdade de culto -o islã proíbe representações do profeta.

Em três dias, os ataques coordenados de Saïd e Chérif Kouachi -autores do ataque à redação- e de um amigo próximo dos irmãos, Amedy Coulibaly, deixaram 17 mortos e mais de 20 feridos na capital francesa e nos arredores.

Os três perpetradores foram mortos em 9 de janeiro, Coulibaly após ter feito reféns em um mercado kosher. Quatro pessoas foram mortas além do agressor.

Após os ataques, o “Charlie Hebdo” recebeu diversas doações em dinheiro e viu um aumento expressivo na tiragem.

Em nota divulgada nesta quarta (16), o veículo afirma que vai doar quase 4 milhões de euros provenientes de 84 países, e que o governo francês nomeou uma comissão para determinar, nas próximas semanas, como se dará a distribuição entre os afetados.

Os beneficiários do montante incluem parentes dos mortos, pessoas que foram tomadas como reféns e feridos no ataque ao mercado, além do dono de um estabelecimento que fechou as portas após ter servido de abrigo aos irmãos Kouachi.

A publicação expressou “gratidão aos doadores e àqueles que, espontaneamente e em total discrição, quiseram tomar parte na redistribuição dessas doações”.

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