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‘Charlie Hebdo’ recebe 4,3 milhões de euros em doações após atentados

O jornal satírico francês ‘Charlie Hebdo’ diz ter recebido 4,3 milhões de euros em doações durante os quatro meses após o ataque à redação do jornal que terminou no assassinato de 12 pessoas, incluindo quatro de seus cartunistas, em janeiro.

Segundo a direção do jornal comunicou nesta segunda-feira (18), “o dinheiro vem de 36 mil doadores de 84 países diferentes”.

A direção do ‘Charlie Hebdo’ também informou que a integralidade da soma recebida será destinada às vítimas do ataque terrorista.

No dia 7 de janeiro, dois homens identificados como Chérif e Said Kouachi invadiram a redação do jornal – conhecido por publicar caricaturas satirizando Maomé – e mataram 12 pessoas, incluindo oito jornalistas e dois policiais.

Em novembro de 2014, ‘Charlie’ vendava menos de 30 mil exemplares por semana e tinha feito um apelo pedindo doações. Desde o atentado, o número de assinantes ao jornal foi multiplicado por mais de 20.

A tiragem do primeiro exemplar após o ataque alcançou o número recorde de 8 milhões de exemplares.

DIVISÃO INTERNA
Hoje, os pais do ex-diretor da redação, Charb, assassinado durante o ataque do 7 de janeiro, possuem uma participação de 40% no “Charlie Hebdo”. Outros 40% pertencem ao cartunista Riss, novo diretor da publicação. Os 20% restantes pertencem ao diretor financeiro Eric Portheault.

De acordo com o site de noticia francês Médiapart, a redação do jornal atravessa uma crise interna grave, pois Luz, o principal cartunista do “Charlie Hebdo”, teria anunciado a sua saída efetiva em setembro.

Quinze empregados do jornal, que tem cerca de 20 pessoas no quadro, pediram em abril deste ano “a reestruturação do semanal” para que o jornal adotasse uma estrutura mais horizontal, em que os funcionários fossem também sócios.

Eles propõem a instauração de um sistema composto de “empregados donos de ações”, recusando que o jornal seja “dirigido por poucas pessoas”.

Por Folhapress

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