Política

Centrão deve ser ‘implodido’ na gestão Temer

Temer aproveitou o primeiro encontro com Maia para tentar curar as feridas abertas pelo processo parlamentar – foto: Marcelo Camargo/ABr

Temer aproveitou o primeiro encontro com Maia para tentar curar as feridas abertas pelo processo parlamentar – foto: Marcelo Camargo/ABr

O presidente em exercício, Michel Temer, disse, em entrevista ao jornal ‘O Estado de S. Paulo’, que pretende implodir o Centrão, grupo de partidos médios e até hoje ligados ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está prestes a ser cassado. “Quero desidratar essa coisa de Centrão e de outro grupo. É preciso unificar isso. Quero que seja tudo situação”, afirmou ele. O “outro grupo” se refere à antiga oposição, composta por PSDB, DEM, PPS e PSB.

Temer confia no recesso branco deste mês para que as “pequenas ranhuras” deixadas na disputa pelo comando da Câmara sejam cicatrizadas. “Uma ferida não dura mais do que 15 dias, não é verdade? Se você se ferir, verá que dali a 15 dias se formou uma casquinha. A casquinha se dissolve”.

Um dia após a vitória de Rodrigo Maia (DEM-RJ), apoiado pelo Planalto e pelo PSDB para a presidência da Câmara, Temer contou que usará os 15 dias do recesso para compor o segundo escalão do governo.

“Quando chegar agosto, não haverá cicatriz. Eu quero aos poucos desidratar essa coisa de Centrão e outro grupo. É preciso unificar isso. Quero que seja tudo situação”, disse.
Feridas abertas
Com o receio de um prolongamento do racha na base aliada, Michel Temer aproveitou o primeiro encontro com Rodrigo Maia para iniciar a estratégia para tentar curar as feridas abertas pelo processo parlamentar.

Em reunião de cerca de meia hora, no gabinete presidencial do Palácio do Planalto, o peemedebista fez um apelo ao democrata pela retomada do clima de estabilidade na Câmara dos Deputados e defendeu que eventuais rupturas ou desentendimentos criados durante a disputa eleitoral sejam superados em nome da governabilidade.

No encontro, o presidente interino pediu celeridade na análise da pauta de interesse do Palácio do Planalto na volta do chamado “recesso branco”, em agosto. Ele citou, por exemplo, o teto para os gatos públicos, a renegociação das dívidas estaduais e as reformas trabalhista e previdenciária.

Na presença do presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), que também participou da reunião no Palácio do Planalto, o peemedebista defendeu a adoção para o segundo semestre de uma “agenda de unidade nacional”.

Ela incluiria, além de tópicos da chamada ‘Agenda Brasil’ do Senado Federal, a realização de uma ampla reforma política. A avaliação feita no encontro foi de que o tema deve ser finalmente enfrentado no país.
Folhapress

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