Economia

Centrais sindicais unem forças pelo trabalhador

Entidades da categoria se uniram para elaborar um documento com as pautas unificadas da classe trabalhadora - foto: divulgação

Entidades da categoria se uniram para elaborar um documento com as pautas unificadas da classe trabalhadora – foto: divulgação

As centrais sindicais do país se uniram para criar uma pauta específica de reivindicações e sugestões para a classe trabalhadora do país. As reivindicações abrangem áreas que vão desde a Previdência Social, política nacional trabalhista até o setor de produção industrial, entre outros. A ideia é apresentar as propostas ao governo federal visando solucionar o entrave da economia nacional e gerar mais empregos no país.

O encontro aconteceu nessa terça-feira (26), em São Paulo, entre as representações da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central e Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB).

Entre as pautas de reivindicações dos sindicalistas estão a redução da taxa de juros, que hoje está em 14,25%, para que os empresários de todos os setores possam começar a investir, usando os bancos estatais com a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.

Outra sugestão é a manutenção da Previdência Social. De acordo o presidente da Força Sindical no Amazonas Vicente Filizola, os trabalhadores não podem arcar com as políticas previdenciárias erradas. “Um exemplo são as igrejas. Não vamos entrar em atrito com a Igreja, mas essas instituições não contribuem para a Previdência Social, e quem paga tudo são os trabalhadores. Outro ponto é que o INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) é um órgão que não faz nada para atrair mais gente para a Previdência Social. Temos como exemplo o comerciante ambulante. A maioria não tem Previdência Social e o órgão não busca associá-lo”, declarou.

Jornada de trabalho

Vicente Filizola falou ainda sobre a carga horária de trabalho que tem sido uma luta incessante da categoria para evitar as propostas de aumento do tempo de trabalho que, segundo ele, representam um retrocesso, pois a tendência mundial é a de diminui-la. “O primeiro ponto que o governo recorre é o trabalhador. Somos nós que pagamos o ‘pato’”, disse o sindicalista.

Os trabalhadores lutam também para que a categoria possa garantir ainda a conquista da Política de Valorização do Salário Mínimo e a isenção do Imposto de Renda sobre a PLR (Participação nos Lucros ou Resultados).

União

O presidente nacional da Força Sindical, Paulo Pereira, parabenizou a união das centrais. “ Essa união é primordial para a luta por mais geração de emprego. Deixamos as diferenças de lado e discutimos estratégias como diminuir juros, ativar alguns setores da economia e também a questão das reformas políticas” ressaltou.

Na ocasião um documento com as propostas que serão enviadas ao governo federal foi assinado pelos presidentes das seis centrais. Para o próximo dia 16 de agosto, está prevista uma movimentação nacional, mesmo que pequena, mas que será focada em Brasília, para pressionar o governo.

Por Joandres Xavier

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