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Ceni está fora de sua última partida oficial pelo São Paulo no Morumbi

 

Foto: divulgação

O presidente do clube, Paulo Nobre, saiu de seu protocolo habitual e reclamou publicamente da arbitragem, dizendo que o Palmeiras foi “vergonhosamente prejudicado.” Foto: divulgação

Após a derrota do Palmeiras para o Santos na quarta-feira (25), no primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil, o presidente do clube, Paulo Nobre, saiu de seu protocolo habitual e reclamou publicamente da arbitragem, dizendo que o Palmeiras foi “vergonhosamente prejudicado.”

Questionado sobre o porquê de não fazer isso outras vezes, Nobre disse que o Palmeiras acha “mais efetivo fazer um DVD e mandar à comissão de arbitragem [da CBF]”. “O Palmeiras fez isso sempre que se sentiu prejudicado e não será diferente nesta partida”, afirmou.

Segundo a Folha de S.Paulo apurou com membros das comissões de arbitragem da Federação Paulista de Futebol e da Confederação Brasileira de Futebol, o clube já fez isso em outras 11 ocasiões nesta temporada, em partidas do Campeonato Paulista, do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil.

Levando-se em conta o calendário do futebol brasileiro, que começa nos últimos dias de janeiro, no caso do Paulista, o Palmeiras enviou mais de uma reclamação formal por mês às entidades responsáveis. Palmeiras e CBF não revelaram quais foram os jogos em questão.

O Palmeiras planeja enviar a reclamação referente à partida contra o Santos ainda nesta sexta-feira (27).

Procurado, o presidente da comissão de arbitragem da CBF, Sérgio Correa, disse que “o Alexandre Mattos [diretor de futebol do Palmeiras] tem o cuidado de sempre mandar tudo por escrito. E nós respondemos, via Ouvidoria.”

Segundo Correa, a Ouvidoria tem autonomia para analisar o material enviado e, caso veja como procedente a indicação de erro, recomenda uma ação junto ao árbitro, “geralmente didática.”

A última atuação de um árbitro da qual o Palmeiras reclamou foi a de Anderson Daronco, na partida de volta da semifinal da Copa do Brasil, contra o Fluminense. Ele teria deixado de marcar um pênalti em Barrios, que ainda poderia resultar na expulsão do jogador adversário.

“É bom falar da arbitragem quando ganha, né? Porque o que aconteceu no Maracanã refletiu aqui hoje. Ele não deu o pênalti no Barrios, que era para matar o jogo, o que evitaria esse sofrimento todo. E ainda era para expulsar o jogador. Erros básicos. O que aconteceu no Maracanã refletiu aqui. Isto não pode acontecer”, disse Mattos após a partida.

Como parâmetro, a reportagem apurou que o adversário da final da Copa do Brasil, o Santos, reclamou diretamente com o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, em apenas uma ocasião, após a partida entre o time da Baixada e o Grêmio, pelo Brasileiro, em julho.

“Pedimos para que o chefe de arbitragem [Sérgio Correa] fosse retirado. Não adianta enviar reclamação formal. Enquanto ele estiver lá, nada vai acontecer”, disse Modesto Roma Júnior, presidente santista, quando procurado pela reportagem.

Procurado pela reportagem, o Palmeiras informou, por meio de assessoria de imprensa, que todos os comentários referentes ao assunto foram feitos após a partida contra o Santos.

 

Por Folhapress

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