Economia

Cecomiz resiste e lojistas sonham com revitalização

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O shopping, nos seus melhores momentos, além das muitas lojas, possuía também um anfiteatro que chegou a receber grandes shows nacionais de artistas como Alcione e Roberto Carlos – foto: Diego Janatã

Um dos primeiros shoppings de Manaus, que foi impulsionado pela Zona Franca de Manaus (ZFM), o Cecomiz resiste ao tempo e seus lojistas sonham com uma possível recuperação. A vontade de continuar e voltar aos bons tempos vem acompanhada das preocupações com os problemas judiciais pendentes com a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), e das lembranças sobre as perdas não recuperadas depois do incêndio de outubro de 2009, que destruiu um dos blocos do centro de compras.

Localizado nas proximidades da bola da Suframa, Zona Sul, o shopping, que no auge, nos anos 1990, contava com 106 lojas, quando somados os dois blocos, agora segue em frente com apenas 36 lojas de calçados, vestuários, eletroeletrônicos, salões de beleza, entre outros, além de mais sete quiosques de artigos periféricos e serviços de relojoaria, por exemplo.

O shopping, nos seus melhores momentos, além das muitas lojas, possuía também um anfiteatro que chegou a receber grandes shows nacionais de artistas como Alcione e Roberto Carlos, lembra a presidente da Associação dos Lojistas do Cecomiz (Alomiz), Suelen Marinho, 55.

“Foi uma época muito boa, principalmente porque o distrito industrial era muito forte e o movimento dava conta do recado. Agora, como em todo o comércio do país, a situação não está fácil para ninguém. Mas, aqui, graças a Deus, ainda conseguimos sobreviver, pela manhã e principalmente na hora do almoço, por conta dos trabalhadores do distrito que escolhem o Cecomiz para almoçar e descansar um pouco”, diz Suelen, que é dona do restaurante Sandra.

A presidente da associação, que está no Cecomiz há mais de 20 anos, diz que, enquanto comerciante, não quer sair do centro de compras porque acredita na sua recuperação. Suelen lembra que, antes do sinistro de 2009, o shopping contava com órgãos importantes que ajudavam a impulsionar o movimento, como a Receita Federal, os Correios e o Banco Postal da Caixa Econômica Federal. “Infelizmente, nós perdemos essas agências por conta do incêndio. Mas, mesmo assim, não quero deixar este lugar”, salienta.

Suelen afirma que, apesar de a Alomiz não poder fazer grandes investimentos no shopping, por conta do processo em andamento da Suframa, no STJ, cada lojista empreende suas melhorias para melhor atender os seus clientes. “Nós continuamos investindo nas nossas lojas. Buscamos sempre melhorar o ambiente naquilo que é possível, querendo sempre o melhor para as pessoas que procuram pelo Cecomiz”, comenta.

A ex-presidente da Alomiz, Gorete Vasconcelos, 50, avalia que, apesar do baixo movimento em todo o comércio varejista, por conta da crise econômica, os lojistas do shopping contam com um “público fiel”. Dona do salão de beleza Magos, ela conta que as pessoas até cobram a reconstrução do outro bloco que se perdeu com o incêndio. “A comunidade cobra da gente o bloco que sofreu com o sinistro há 7 anos. E as pessoas gostam daqui pela amizade que têm com os lojistas do Cecomiz”, observa.

Por Emerson Quaresma

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