Cultura

CD ‘Groove do beira – The sound of the Amazon’ traz mistura de ritmos

As gravações de “Groove do beira”, uma produção independente, começaram em fevereiro de 2014 e foram concluídas no início do ano seguinte - foto: Márcio Melo

As gravações de “Groove do beira”, uma produção independente, começaram em fevereiro de 2014 e foram concluídas no início do ano seguinte – foto: Márcio Melo

Em princípio batizado de “Entre amigos”, por causa da opção em interpretar composições de artistas que admira, o primeiro CD do contrabaixista de jazz Miquéias Pinheiro foi lançado, em março, com o título “Groove do beira – The sound of the Amazon”. A mudança, explica o músico manauense, teve a ver com a intenção de apresentar a música produzida no Amazonas também para países estrangeiros.

As gravações de “Groove do beira”, uma produção independente, começaram em fevereiro de 2014 e foram concluídas no início do ano seguinte. Miquéias Pinheiro é compositor, mas para esse álbum de estreia preferiu interpretar obras de outros músicos com arranjos seus e a presença de amigos.

“São oito faixas instrumentais com uma pitada de beiradão, por causa da divulgação que quero fazer da música amazonense, mas com um tempero contemporâneo, de jazz e pop, e de inovação tecnológica”, destaca. “O CD tem ainda maracatu, baião, bossa nova, samba funk. É uma mistura de ritmos com ‘pegada’ brasileira”.

Essa opção em tornar o beiradão – um estilo musical típico da região Norte formado por vários ritmos – o carro-chefe da musicalidade do CD partiu da boa aceitação que esse estilo teve por parte do público em Nova York que conferiu três apresentações de Pinheiro na Big Apple: no Brazilian Day e em dois bares.

“Os Estados Unidos é o berço do jazz, então, quando um músico chega lá para tocar, tem que tocar demais”, observa o contrabaixista. “Quando começamos a tocar achei que levaríamos uma vaia, mas o público gostou e queria saber mais sobre o beiradão”.

Faixas

Entre as canções que formam “Groove do beira” está “A new day”, do pianista nova-iorquino Vana Gierig. “Essa composição ganhou um arranjo de samba funk e tem a participação do Felipe Lamoglia, um saxofonista cubano”, comenta Miquéias Pinheiro.

Também foi incluída “Banzerê”, canção do repertório do grupo Cordão do Marambaia – com o qual Pinheiro tocou durante quatro anos –, composta por Gonzaga Blantez. E “Juruá”, do guitarrista Gilson de Souza, ganhou uma pequena participação da avó do contrabaixista. “Essa música é uma homenagem ao rio Juruá e minha avó morou nas proximidades. Eu conversei com ela para saber dessa história e gravei o depoimento. Então, editei um trecho de quatro segundos de sua voz e coloquei no início da música”, conta.

As demais composições do CD “Groove do beira – The sound of the Amazon” são “Parece Hermeto” e “Sax beiradão”, do saxofonista amazonense Ítalo Jimenez; “Vestido longo”, de Arismar do Espírito Santo; “Groove do beira” de Gilson de Souza; e “Gdansk”, do saxofonista cubano Paquito D’Rivera.

Dançante

O primeiro contato de Miquéias Pinheiro com o beiradão foi por meio do saxofonista Teixeira de Manaus, um dos representantes desse estilo, e depois durante o trabalho com o Cordão do Marambaia. “Eu admiro a parte melódica e rítmica do beiradão, que é muito dançante. E após a experiência no Cordão do Marambaia, passei a incorporar o beiradão ao meu trabalho e não poderia deixar de gravar esse estilo”, diz o artista.

Atualmente, Miquéias Pinheiro se dedica a dar aulas de baixo elétrico pelo Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro e a trabalhos como produtor. Ele adianta que, em junho, começa a ensaiar para os shows de divulgação de “Groove do beira”. “Recebemos uma proposta para divulgar o disco no próximo Festival Amazonas Jazz e há planos para lança-lo em países como Suíça, Alemanha e Franca, até o final deste ano. Estou enviando material para um manager que vai cuidar dessa divulgação na Europa”, revela o músico amazonense.

Até lá, quem quiser conferir o CD pode encontrá-lo à venda no Instituto Ritmos do Mundo (rua Rio Purus, 1.136, Vieiralves), no Conservatório de Música do Amazonas (CMA – rua Rio Içá, 850, Vieiralves, e avenida Torquato Tapajós, 5.238, Flores), Instituto de Música Clave de Fá (rua Aurélio de Lira, N7, Colônia Santo Antônio), na Riff’s Academia de Música (avenida Djalma Batista, 125, Chapada) e ainda pelo telefone (92) 9222-9260.

Por Luiz Otavio Martins

1 Comment

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  1. Maria de Fátima Pinheiro da Silva

    11 de maio de 2016 at 16:04

    Parabéns meu filho Miqueias Pinheiro pelo lindo trabalho,você ê Um Amszonence cheio de idéias e riquezas da nossa Amazônia, afinal de contas ninguém fala das belas e lindas riquezas que temos aqui se não conhecê-las e amá-las ….. Filho ,sou fã do que você ama e faz com tanta dedicação,não conheço aqui em Manaus outro Baixista tão proficional e dedicado como você!

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