Política

CCJ suspende sessão que analisa denúncia contra Temer; debates seguem nesta 5ª

A fase de debates acontece antes da votação do parecer, que recomendou a aceitação da denúncia contra Temer | Marcelo Camargo

Após quase 14 horas de intensas discussões, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara encerrou há pouco o primeiro dia de debates sobre a denúncia contra o presidente Michel Temer após a suspensão da sessão pelo presidente da CCJ, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG). A comissão analisa a possibilidade de admitir a acusação de crime de corrupção passiva apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Temer e, com isso, autorizar o Supremo Tribunal Federal (STF) a dar prosseguimento ao processo.

Quando a reunião foi suspensa, 66 deputados haviam se manifestado. A expectativa era que mais de 100 parlamentares falassem, o que resultaria em mais de 40 horas de debates, mas alguns não estavam presentes na comissão quando foram chamados. Pela manhã, a lista de inscritos previa 78 falas favoráveis à aceitação da denúncia e 31 contrárias. Nesta quinta-feira (13), a sessão de debates deve ser retomada a partir das 9h. Caso os parlamentares não abram mão de suas falas, são esperados pelo menos mais 30 oradores antes da votação da admissibilidade do relatório do deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ).

Ao longo do dia, deputados da oposição elogiaram o relatório de Zveiter e defenderam os indícios de provas citados na peça de acusação, enquanto os governistas contestaram os fatos relatados pelos autores da denúncia. Além do relator, o advogado do presidente Michel Temer, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, acompanhou as discussões durante grande parte do tempo, sendo substituído, à noite, por outro integrante da defesa.

A fase de discussão antecede a votação do parecer recomendando a aceitação da denúncia, elaborado por Zveiter na comissão. A expectativa é de que o relatório do peemedebista seja apreciado na CCJ ainda nesta quinta e, em seguida, analisada pelo plenário da Câmara.

Paulo Victor Chagas e Débora Brito
Agência Brasil

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