Dia a dia

CBMAM registra 14 mortes por afogamento em Manaus apenas no primeiro semestre

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Até o final de junho, Manaus já registrava 14 mortes por afogamento. Quase metade das 37 que ocorreram ao longo de 2015 – foto: divulgação

De janeiro a agosto deste ano, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Amazonas (CBMAM) registrou em toda Manaus 14 mortes por afogamento; duas delas foram na praia da Ponta Negra, Zona Oeste. Em 2015, de janeiro a dezembro, o CBMAM registrou 37 óbitos pelo mesmo motivo. As informações foram divulgadas pelo major do Batalhão de Bombeiros Especiais, Reinaldo Menezes, na manhã desta sexta-feira (19), durante uma demonstração técnico-profissional de salvamento aquático com o efetivo de guarda-vidas e mergulhadores dos bombeiros realizada onde ocorreram as mortes deste ano.

Segundo o major, desse total de mortes por afogamento, a maioria era do sexo masculino, com faixa etária entre 15 e 25 anos, sendo que praticamente todos haviam ingerido bebidas alcoólicas. “O que acontece pelo menos aqui é mistura de bebida, cansaço e falta de alimentação. A gente pede que não bebam ou então não exagerem na ingestão da bebida alcoólica. Tem que se alimentar bem, está sempre hidratado, porque essa mistura de bebida, cansaço e falta de alimentação vai causar câimbra e vai ocasionar os afogamentos que é o que acontece. Porque a gente fala constantemente que quem não sabe nadar não morre afogado, muito difícil, quem morre afogado é que sabe nadar”, disse.

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O CBMAM atua na Praia da Ponta Negra com um efetivo de oito salva-vidas, de segunda a sexta-feira. Aos finais de semana e feriados, o número sobe para 20 – foto: Divulgação

Menezes explicou que de segunda a sexta-feira, o corpo de bombeiros atua na Praia da Ponta Negra com um efetivo de oito salva-vidas. Já nos sábados e domingos esse número sobe para 20. Mas devido ao Live Site das Olimpíadas 2016, durante toda a semana as equipes estão em 20 salva-vidas por toda a praia. “A gente chega a ter de três a quatro afogamentos por mês, mas isso não significa que seja aqui na Ponta Negra. Geralmente eles acontecem em balneários particular, ou em locais públicos onde os bombeiros não estão presentes. Esses balneários que são particulares deveriam colocar salva-vidas particulares, seria o ideal. Onde tem esses locais com fins lucrativos o bombeiro não pode atuar”, destacou.

Questionado pela falta de salva-vidas do corpo de bombeiros em outras praias e balneários públicos, o major ressaltou, que atualmente não há projetos para levar salva-vidas a outras áreas que não seja a Ponta Negra. Ele disse ainda, que mesmo que esse projeto existisse o corpo de bombeiros, atualmente não possui efetivo para cobrir esse demais locais. “Em relação a outros balneários e praias públicas o Estado deveria estar presente, mas não está, por diversos fatores. Em outros tempos tivemos presente na praia da Lua, mas por conta do baixo efetivo tivemos que sair. Não temos concurso há mais de cinco anos, e nosso efetivo hoje é de aproximadamente 700 bombeiros ou até menos, porque muitos se aposentaram. A cidade cresceu muito e consequentemente os balneários, mas nosso efetivo continua o mesmo como era há dez anos”, finalizou.

Por Michelle Freitas

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