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CBA passa a ter gestão compartilhada entre Inmetro e Suframa, diz MDIC

A reunião do CBA ocorreu durante cessão de tempo concedida pelo deputado Serafim Corrêa - foto: Marcelo Araújo/ assessoria

A reunião do CBA ocorreu durante cessão de tempo concedida pelo deputado Serafim Corrêa – foto: Marcelo Araújo/ assessoria

O Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) ganhou um novo conceito e a partir de agora passa a ser gerido em conjunto pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e a pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), subordinados ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

A informação foi dada na manhã desta quinta-feira (9), durante sessão de tempo concedida pelo deputado Serafim Corrêa (PSB), presidente da Comissão de Indústria, Comércio Exterior e Mercosul (Cicem), na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). Na ocasião estavam presentes o secretário de Inovação do MDIC, Marcos Vinícius Souza, e o diretor Fernando Lourenço, além do diretor de Inovação e Tecnologia do Inmetro, Carlos Aragão, e o superintendente adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Regional em exercício, Emmanuel Aguiar.

De acordo com o secretário de Inovação do MDIC, a aplicação do modelo de gestão compartilhada  entre o Inmetro e a Suframa ao CBA, se deu a partir de um levantamento realizado pelo Ministério, que diagnosticou falhas no antigo modelo de gestão.  “O MDIC  fez um levantamento para diagnosticar a atual situação do CBA , ou seja, que tipo de pesquisas estavam sendo feitas e que tipo de resultados estavam sendo gerados para elaborar melhorias no processo.  No relatório ficou claro para o MDIC que o CBA  não é um problema, mas sim uma oportunidade. Nós trouxemos um modelo de gestão compartilhada e quero deixar claro que nós não deixamos o CBA nas mãos do Inmetro.  Nós desenhamos esse novo modelo em que o Inmetro e Suframa atuarão em conjunto na operação do CBA”, explicou Souza.

Ainda segundo  Marcos Vinícius, o ponto principal que levou o MDIC a adotar o modelo de cogestão foi perceber que as  atividades do CBA, desenvolvidas por instituições científicas acadêmicas da região estavam muito concentradas nas mesmas atuações. “Havia um espaço que ninguém estava preenchendo, como o que fazer com as pesquisas e o autoconhecimento gerado nestas instituições para ir ao mercado”.

Na nova gestão, a Suframa entrará com a competência e conhecimento da realidade da região – com apoio administrativo necessário  –   e o Inmetro, com a  gestão em centros de pesquisa e geração de tecnologia.  “Nós unimos o melhor de dois mundos: o conhecimento local da Suframa e  a excelência em tecnologia do Inmetro”, completou.

“Governo, empresas e setor acadêmico precisam estar em sintonia. Precisam analisar as necessidades locais para observamos os serviços  prestados pelo CBA e fazermos o atendimento das empresas locais”.

Serafim Corrêa avaliou o novo modelo como positivo. “Esse modelo desatou o nó que estava amarrado há 13 anos. O CBA passa a ser coadministrado pelo Inmetro e Suframa. Os dois órgãos vão poder interagir e avançar. Esse novo processo quebrou o imobilismo, quebrou a inércia. O CBA precisa fazer a pesquisa, mas evoluir da pesquisa pura para a pesquisa aplicada e chegar à tecnologia. Cumprido esse ritual, poderá melhorar a qualidade de vida do povo como um todo”, defendeu.

O convênio entre Inmetro e CBA foi assinado no dia 16 de julho e desde então, o Centro de Biotecnologia passou a ter personalidade jurídica e tecnologia.

Com informações da assessoria de comunicação

 

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