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Casos de malária têm redução de 30 % no AM, segundo balanço do Ministério da Saúde

 

A diminuição do número de casos na Amazônia Legal também foi registrada em Mato Grosso, com 26% e Amapá, com 11% - foto: divulgação

A diminuição do número de casos na Amazônia Legal também foi registrada em Mato Grosso, com 26% e Amapá, com 11% – foto: divulgação

O Amazonas registrou uma redução de 30% no número de casos de malária, no primeiro semestre deste ano (de janeiro a junho), de acordo com balanço do Ministério da Saúde (MS). Foram 23.214 casos notificados, contra 33.128 registrados no mesmo período de 2015. A Amazônia Legal, considerada área endêmica da doença e onde concentram-se 99,93% dos casos, apresentou queda geral de 4%.

O secretário estadual de Saúde, Pedro Elias de Souza, explica que várias medidas foram adotadas pelo Governo do Estado, no ano passado e início deste ano, no sentido de fortalecer as ações de controle da malária nos municípios endêmicos no Amazonas. Ele observa que o Governo investiu aproximadamente de R$ 4,2 milhões, em 2015, nas ações de combate e controle da doença. “Ultrapassamos a meta que estabelecemos, de atingir o patamar de 20% de redução nos casos da doença. Isso é resultado, também, do comprometimento e parceria dos municípios, além do apoio da população”, afirmou.

O diretor-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Bernardino Albuquerque, destaca, em especial, as ações desenvolvidas nos municípios do interior, junto às comunidades rurais. “A redução dos casos de malária no Amazonas segue uma tendência de declínio da doença no estado, que tem contado com investimentos para aquisição de equipamentos, material permanente e insumos. Além disso, o estado iniciou a estratégia de instalação de  mosquiteiros impregnados de inseticidas, que impedem a ação dos mosquitos nas residências amazônicas”, ressaltou.

A diminuição do número de casos na Amazônia Legal também foi registrada em Mato Grosso, com 26% e Amapá, com 11%.

Sobre a Malária

A malária é uma doença infecciosa aguda, causada por protozoários parasitas do gênero Plasmodium. A transmissão ocorre por meio da picada da fêmea do mosquito do gênero Anopheles, que se infecta ao sugar o sangue de uma pessoa doente. Os criadouros preferenciais do mosquito transmissor da malária são os igarapés, por terem como característica água limpa, sombreada e parada. Em seres humanos, se não for tratada, a malária pode evoluir rapidamente para a forma grave e levar a óbito. Entre os sintomas, os mais comuns são dor de cabeça, dor no corpo, fraqueza, febre alta e calafrios. O período de incubação varia de oito a 14 dias, podendo, entretanto, chegar a vários meses em condições especiais.

A malária tem cura e o tratamento é eficaz, simples e gratuito. Ainda não existe uma vacina disponível contra a doença. Contudo, algumas medidas de proteção individual contra picadas de insetos devem ser utilizadas, principalmente nas áreas de risco. O uso de mosquiteiro impregnado com inseticida; de telas nas portas e janelas; de repelente e, ainda, evitar locais de banho em horários de maior atividade do mosquito – final da tarde e o amanhecer – são exemplos de medidas que devem ser adotadas para evitar a transmissão.

Com informações da assessoria

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