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‘Caso Deusiane’ é incluído em CPI que apura assassinato de jovens no Brasil

A soldado Deusiane foi encontrada morta, no interior do pelotão fluvial, do Batalhão Ambiental da Polícia Militar, no dia 1º de abril de 2015 – foto: divulgação

A soldado Deusiane foi encontrada morta, no interior do pelotão fluvial, do Batalhão Ambiental da Polícia Militar, no dia 1º de abril de 2015 – foto: divulgação

A deputada Alessandra Campêlo (PMDB) comentou a inclusão do “Caso Deusiane” no relatório final da CPI que apura no Senado Federal o Assassinato de Jovens no Brasil. O presidente da CPI, senador Lindberg Farias (PT-RJ), esteve na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) no dia 4 de setembro do ano passado e, na ocasião, Alessandra cobrou a federalização do caso, além de ter solicitado das autoridades locais proteção à família da policial militar morta no dia 1º de abril de 2015.

Segundo a presidente da Comissão da Mulher, o caso é repleto de contradições no processo de investigação em âmbito estadual e precisa do acompanhamento federal.

“As primeiras informações diziam que a morte da Deusiane teria sido suicídio, mas há uma grande suspeita de homicídio. A inclusão do caso Deusiane no relatório final da CPI do Senado é uma vitória do Poder Legislativo, mas ainda aguardamos a confirmação da federalização das investigações”, disse Alessandra.

Entenda o caso

A advogada da policial militar Deusiane da Silva Pinheiro, 26, acusa a PM de acobertar o autor do crime ocorrido no dia 1º de abril de 2015. Deusiane foi encontrada morta, com um tiro na cabeça, nas dependências da Companhia Fluvial do Batalhão Ambiental, localizado no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus.

A versão inicial divulgada pela PM à imprensa apontava para suicídio, mas depois as investigações feitas posteriormente constataram que se tratou de um assassinato.  Para a advogada e a família, se trata de crime qualificado como feminicídio, cujo autor seria o cabo PM Elson dos Santos Brito. O suspeito tinha um histórico de violência contra a vítima e não aceitava o rompimento do relacionamento. Tudo teria sido premeditado.

Segundo a mãe da vítima, Antônia Assunção da Silva, 50, o caso estava sendo investigado pela Auditoria Militar, sendo que a promotora responsável pediu arquivamento do processo. O pedido aguarda julgamento.

Com informações da assessoria

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