Dia a dia

Casal do AM usa site de Vakinha para conseguir armazenar células tronco e tratar filha com leucemia

Na maioria dos casos, a LLA invade o sangue com razoável rapidez e pode se disseminar para outras partes do corpo - foto: divulgação

Na maioria dos casos, a LLA invade o sangue com razoável rapidez e pode se disseminar para outras partes do corpo – foto: divulgação

Como o nome sugere, o site Vakinha foi criado para arrecadar dinheiro em prol de campanhas que vão desde participações em competições esportivas à tratamentos contra doenças graves, como é o caso do casal Luciana e Vladimir Costa, que mora em Manaus há cinco anos.

O casal abriu uma conta no site para levantar recursos para armazenar células-tronco provenientes do segundo filho. Os dois optaram por uma nova gravidez para aumentar as chances de cura total da primogênita, uma bebê de 2 anos e 10 meses, que faz tratamento há 11 meses contra a Leucemia Linfoide Aguda (LLA).

A mãe da criança conta que a decisão por criarem a campanha no site surgiu do que vê sempre que acompanha a filha no tratamento, realizado na Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) e, também, porque não tem familiares na capital amazonense.

“As mães que acompanham seus filhos no Hemoam realizam feijoadas para levantar dinheiro para o tratamento, mas eu não tenho quem me ajude e como já conhecia o site, optei por ele. Achei melhor usar as redes sociais por causa do alcance, que é maior”, disse Luciana que, por conta da gravidez de cinco meses e do tratamento da filha, está desempregada e vivendo de ‘bicos’, revendendo produtos de catálogos.

Luciana conta ainda que, até o momento, a médica que cuida da criança afirma que não é necessário um transplante, mas que não pode assegurar o mesmo diagnóstico para anos vindouros.

“Essa doença não nos dá uma certeza. Já presenciei mães que choram a morte de seus filhos porque não aguentaram esperar pelo transplante. Quando há uma recidiva (reaparecimento de uma doença ou de um sintoma), a criança passa por uma quimioterapia muito agressiva”, relatou a mãe.

A bebê segue em tratamento na Hemoam, mas, de acordo com a mãe, numa espécie de manutenção que controla os sinais e sintomas da doença. “Antes íamos toda semana para lá, mas agora é a cada 21 dias. Ainda temos um ano e meio de tratamento”, contou Luciana.

Doença e tratamento

Na maioria dos casos, a LLA invade o sangue com razoável rapidez e pode se disseminar para outras partes do corpo, como os gânglios linfáticos, fígado, baço, sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal).

Luciana deseja, tão logo tenha o segundo filho, que os médicos realizem um transplante alogênico, onde um tipo de tecido do dador deve corresponder ao do paciente para prevenir o risco de problemas durante o procedimento. Normalmente, o doador é um irmão ou irmã, se tiverem o mesmo tipo de tecido do paciente. Se não houver irmãos compatíveis, as células podem vir de um doador que seja compatível.

“Eu e meu marido entramos em um consenso e optamos pela gravidez por sabermos que teremos 25% de chance de dar certo, enquanto para encontrar um doador fora é de uma chance em 100 mil”, falou.

Quem tiver interesse em ajudar a família, pode contribuir com a ‘vaquinha’ acessando a campanha intitulada ‘Arrecadação para armazenamento de células tronco’.

Por Rosianne Couto

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