Dia a dia

Casa Civil solicita sindicância com PMs do caso Deusiane

O crime aconteceu no dia 1º de abril deste ano - foto: reprodução

O crime aconteceu no dia 1º de abril deste ano – foto: reprodução

A pedido da Casa Civil do Estado do Amazonas, órgão ligado diretamente ao governador José Melo, será aberta uma sindicância para apurar se houve transgressão por parte dos policiais militares que estavam no local quando a soldado Deusiane Pinheiro supostamente cometeu suicídio. O crime aconteceu no dia 1º de abril deste ano, nas dependências.

De acordo com o corregedor geral do Sistema de Segurança Pública, Leandro Almada, a solicitação chegou na tarde da última terça-feira (14), e as acusações feitas pela defesa da soldado serão analisadas.

“A defesa do caso mencionou no processo várias acusações que envolvem a conduta dos policiais militares que estavam no local do crime, e isso vai ser investigado para provar se houve falha ou não”, afirmou. O corregedor disse ainda que somente as acusações contra os policiais serão investigadas, mas sobre a caracterização do crime ainda está sob investigação da Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) da PM.

A advogada de defesa do caso, Martha Gonzalles, informou ao  EM TEMPO que a solicitação foi enviada a casa civil dia 22 de junho, e no documento, ela alega que houve muitas falhas na investigação e da mecânica do crime que simplesmente não foram investigados pela polícia. “ Deusiane morreu, por volta das 17h30, mas a polícia só foi acionada tardiamente e o socorro só chegou uma hora depois. Não houve acareação com o principal suspeito, que é o cabo Elson dos Santos Brito, junto com outros policiais envolvidos no caso que estavam lá e presenciaram o crime”, relatou.

Para a advogada, o caso foi tratado com negligencia pelo fato de os envolvidos serem policiais, e não civis. “Com tantos indícios de homicídio, eu tenho certeza que se fosse uma situação envolvendo civis e não PM’s, a autoridade que esteve no local teria prendido em flagrante o principal suspeito”, disse.

Últimos exames

O coronel Hidelberto Barros, diretor do DJD, afirmou que o caso ainda está sendo tratado como suicídio e que todas as testemunhas já foram ouvidas. “Para encerrar as investigações só estou aguardando o resultado da reconstituição, do exame residuográfico e da autópsia psicológica daí chegaremos a uma conclusão”, confirmou.

Por Ana Sena

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir