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Cartão facilitará ‘a vida’ do produtor amazonense

Produtor mostra o cartão que vai proporcionar, entre outros benefícios, a redução de impostos e a compra de insumos mais baratos no Amazonas - foto: Diego Janatã

Produtor mostra o cartão que vai proporcionar, entre outros benefícios, a redução de impostos e a compra de insumos mais baratos no Amazonas – foto: Diego Janatã

Produtores rurais de Manaus receberam ontem (1º) o novo Cartão do Produtor Primário (CPP). De acordo com o gerente do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), Ofir Hage, a nova aquisição irá proporcionar ao agricultor rural, por meio da lei estadual nº 2.826/2003, a compra de insumos e equipamentos agrícolas com a isenção do Imposto de Circulação sobre Mercadorias e Serviços (ICMS), além de ajudar na solicitação a aposentadoria junto ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).

Aproximadamente 160 produtores estiveram no evento para receber o benefício do governo estadual.  “A entrega do Cartão do Produtor Primário concede aos produtores e agrícolas primeiramente a identificação dele nas atividades exercidas na produção. A segunda vantagem é que beneficia o acesso às políticas públicas, ou seja, o produtor realiza a compra junto a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) por um preço menor, como por exemplo o milho, que é comercializado em torno de 50% mais barato no mercado”, declarou Hage.

Conforme ele, o benefício ainda facilita a compra de insumos, equipamentos e implementos agrícolas em lojas que fazem um abatimento do produto ao consumidor rural, por meio de cadastro junto a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AM). Outro benefício é o desconto de consumo de energia elétrica por meio da Eletrobras. “Estamos migrando para dar mais qualidade do material ao ruralista”, explicou Hage.

Ao todo, 3.780 pessoas cadastradas no Estado já receberam o cartão. Segundo Hage, o cartão tem validade, e o sua renovação acontece a cada dois anos.

Dificuldades

Para o agricultor Mário da Silva Pantoja, 54, que há 19 anos atua no manejo do plantio de açaí, no lago do Caniço, na comunidade Agrovila, no distrito da região do Tarumã, o benefício vai ajudá-lo em sua atividade, mas ele pede mais atenção por parte do governo para a comunidade rural. “O agricultor sempre passa por dificuldades com a falta de estradas adequadas para o escoamento dos produtos, entre outros problemas. O governo deveria olhar com mais carinho, pois somos nós que abastecemos a mesa das famílias. Ainda não temos o apoio como merecemos. A falta de técnicos para orientar ainda é um dos casos problemáticos” concluiu.

Já Antônio Souza Borges, 65, que fomenta a atividade de agropecuária, no ramal 8, na estrada do Brasileirinho, no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste, critica a iniciativa. “Desde 1989, atuo na atividade, porém, vejo que falta muito para que o agricultor consiga desenvolver com eficiência seu trabalho”, declarou.

Por Josemar Antunes

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