Dia a dia

Carros de luxo de empresários envolvidos em esquema de corrupção são apreendidos no interior do AM

Entre os carros de luxo apreendidos está um Jaguar - foto: Rosianne Couto

Entre os carros de luxo apreendidos está um Jaguar – foto: Rosianne Couto

Três carros de luxo foram apreendidos no desdobramento da Operação ‘Timbó 2 – fase Zagaia’ realizada na manhã desta segunda-feira (15). A operação, que busca  cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão de empresários ligados a fraudes de licitações no município de Santa Isabel do Rio Negro (a 630 quilômetros de Manaus), foi deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) na última sexta-feira (12), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e da Secretaria de Segurança Pública e Secretaria Adjunta de Inteligência (Seai).

Segundo Mauro Veras, coordenador do Gaeco, a ação de hoje tem como objetivo buscar e apreender bens, especialmente automóveis, que não tinham sido apreendidos na sexta.  Até final da manhã de hoje, duas vans, uma moto, três caminhões e três carros de luxo foram recolhidos e levados para o estacionamento do MP-AM, onde estão sob a custódia do órgão.

Veras disse que há indícios “muito fortes” de que os empresários estavam realizando vendas simuladas destes bens para que fugissem de suas responsabilidades e, assim, não serem apreendidos.

Renan Junior e Fábio Calil, que estavam dentre os empresários com mandatos de prisão temporária expedidos pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e foragidos, também entraram em contato com o MP-AM na manhã de hoje. Segundo Veras, Renan se apresentou e estava no Instituto Médico Legal (IML) para realizar exames de corpo delito para que depois o Ministério tome nota do depoimento do acusado. Calil, por meio de uma advogada, manifestou interesse em se apresentar também nesta segunda.

O coordenador do Gaeco declarou que, dependendo do caminhar das investigações, as prisões temporárias podem ser convertidas em preventivas ou estendidas por mais cinco dias.

Entenda o caso

A operação tem como alvo as empresas que participaram de licitações fraudulentas entre os anos de 2013 até o início de 2016 em Santa Izabel do Rio Negro, atuando na montagem de processos de licitação cujos valores licitados ultrapassaram R$ 17 milhões.

Veras assegurou que muitas das propostas partiam dos empresários envolvidos que, inclusive, já apresentavam licitações formatadas, mas cujos produtos não eram entregues à prefeitura.

“Os indícios são fortes e nada os exclui de uma participação extensiva e até proativa de buscar defraudar as licitações e estabelecer este esquema dentro do município. Os empresários simulavam alguns processos licitatórios que não ocorriam, mas os pagamentos eram efetivados”, declarou Veras.

Com as fraudes, a prefeitura de Santa Izabel, segundo o coordenador do Gaeco, chegava a pagar duas vezes pelo mesmo produto.

“Temos o exemplo do combustível. Ele não era repassado pela empresa contratada. Temos provas cabais desse modo de burlar a administração municipal, com a conivência deles”, disse.

Por equipe EM TEMPO online

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