Economia

Carretas paradas por conta de greve na Suframa já acumulam prejuízos de R$ 397 mi

O número de carretas equivale a 22.460 toneladas de cargas que ainda não foram entregues para indústria e comércio da capital amazonense. – foto: Raimundo Valentim

O número de carretas equivale a 22.460 toneladas de cargas que ainda não foram entregues para indústria e comércio da capital amazonense. – foto: Raimundo Valentim

Mesmo com o retorno dos 30% dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) ao trabalho, mais de 1.100 carretas continuam paradas, registrando um prejuízo de aproximadamente R$ 397 milhões.

A informação é do secretário do Sindicato das Empresas de Agenciamento, Logística e Transportes Aéreos e Rodoviários de Cargas do Amazonas (Setcam), Raimundo Augusto Neto.

Segundo o secretário, o número de carretas equivale a 22.460 toneladas de cargas que ainda não foram entregues para indústria e comércio da capital amazonense.  Os números são referentes ao período da greve dos servidores, iniciada dia 21 de maio, até a noite desta segunda-feira (15).

“Por conta da liminar que foi derrubada, os funcionários da Suframa voltaram a despachar as notas desde sexta-feira (12). Eles já liberaram cerca de 12% a 15% da demanda que estava parada e estão dando prioridade para os produtos perecíveis, como remédios e gêneros alimentícios”,  comentou.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa), Anderson Belchior, por dia, estão sendo liberadas 156 carretas e mais de 1.500 notas fiscais. “Estamos cumprindo com os nossos 30%, e, além disso, estamos dando prioridade aos produtos perecíveis. Não queremos prejudicar a sociedade, só estamos mostrando a importância da autarquia para o país”, disse.

Fim da greve

A greve que já está em seu vigésimo sexto dia, ainda pode ter fim na tarde de hoje, caso o Congresso Nacional derrube o veto da presidente Dilma Rousseff (PT) à emenda da Medida Provisória 660/2014 que trata da reestruturação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos servidores da autarquia.

Questionado na semana passada pela reportagem, Belchior disse que a categoria está confiante quanto à derrubada do veto.

Conforme o sindicalista, caso a categoria não tenha resposta positiva hoje, a greve deve continuar até governo federal apresentar propostas “melhores” para os servidores. “Estamos desde 2003 com essa defasagem salarial. Há três anos sendo enganados pelo governo federal, não podemos aceitar propostas que não atendem as nossas necessidades ou ouvir mais promessas que não serão cumpridas”, comentou.

Por Kattiúcia Silveira (equipe EM TEMPO Online)

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