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Carlos Zamith amante do futebol Amazonense

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Zamith escreveu seu nome na história do Amazonas ao documentar as proezas do futebol baré – foto: Ione Moreno

A ele foi dado o nome de um dos maiores (senão o maior) jornalistas, cronistas, contistas, poetas e escritores do futebol amazonense. Apesar da pouca idade, nele já treinaram grandes equipes do futebol brasileiro. Ficará eternizado, porém, por um momento histórico para os torcedores do Fast. Em 30 de outubro de 2015, o “Rolo Compressor” saiu da fila e voltou a conquistar um título de futebol profissional, algo que não acontecia há 44 anos.

Os fatos narrados acima são algumas das histórias passadas no estádio Carlos Zamith, o “Zamithão”. Inaugurado em 24 de maio de 2014, o complexo foi construído às margens de uma das principais vias de acesso à Zona Leste – alameda Cosme Ferreira – para receber seleções durante a Copa do Mundo daquele mesmo ano, algo que sequer chegou a acontecer.

De Campo Oficial de Treinamento (COT) durante o Mundial, se tornou um dos principais palcos do futebol baré, recebendo partidas das duas divisões do Campeonato Amazonense e da Copa Amazonas, além de servir de CT para grandes equipes do futebol brasileiro que vêm a Manaus, como é o

caso do Flamengo.

É estádio na concepção da palavra. Com apenas dois “lances” de arquibancada, ambas paralelas às linhas laterais, o “Zamithão” está longe de ter características de arena, aquelas que tentam transformar o torcedor brasileiro em meros espectadores de um espetáculo.

Sem a mesma pompa de outros estádios, sua inauguração aconteceu em 24 de maio de 2014, de forma discreta, e teve apenas o “pontapé” do governador, José Melo. Já no dia 6 de julho de 2014, foi disputada a primeira partida, entre os juniores de Manaus FC e Manaus EC. Quem se deu melhor foi o Manaus FC, também conhecido como “Gavião do Norte”, que venceu por 2 a 1 e entrou para a história pelo fato de ter o primeiro jogador a marcar gol no “Zamithão”. Huendel Alves foi o autor da façanha. Ele guarda na memória, com carinho, o momento em que balançou as redes do local.

“Meu companheiro foi à linha de fundo e cruzou para mim. Eu consegui completar de cabeça e fazer o primeiro gol do estádio. Antes do jogo, no ônibus, eu estava confiante que iria fazer esse gol, falei até para os meus companheiros. Foi uma alegria poder fazer o primeiro gol do estádio que foi um dos centros de treinamento para Copa do Mundo. Fiquei muito feliz”, conta Huendel, que naquele mesmo jogo acabou sendo expulso.

Fim do jejum

Com passagens por grandes palcos do futebol europeu, quando defendeu o Rabotnicki, da Macedônia, o volante Roberto Dinamite fala com propriedade do “Zamithão”. Para ele, o local é bem localizado, familiar e o principal para um jogador de futebol: tem ótimo gramado, o que permite a apresentação de um bom espetáculo.

“Ele não é bom somente para os atletas, mas para os torcedores também. Ele apresenta excelentes vestiários, é bem aconchegante. A estrutura, em si, comporta o que se pede para ser apresentado um bom futebol. Quem ganha com isso é o jogador, que pode mostrar um bom trabalho, um bom espetáculo num ótimo gramado e o torcedor”, explica Dinamite.

A relação do volante com o “Zamithão”, aliás, ficou ainda mais estreita em outubro de 2015. Com a camisa do Fast e a braçadeira de capitão, ele foi o responsável, junto com seus companheiros, por conquistar o primeiro título de futebol profissional dentro do estádio e, após 44 anos, colocar o Rolo Compressor no lugar mais alto do Pódio, com a conquista da Copa Amazonas.

“Eu, como capitão, tive a honrar de tirar o Fast dessa ‘fila’ depois de 44 anos sem título. Acho que por onde você passar, precisa entrar na história de alguma forma, e eu entrei por um lado bom. Oficialmente, o Fast foi o primeiro clube a levantar um troféu dentro do Carlos Zamith. Fico muito feliz e honrado por esse acontecimento, de ter entrado na história do estádio e do clube”, afirma o atleta.

 

Por André Tobias

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