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Cargas do PIM ainda sem o desembaraço da Suframa

Prejuízos das cargas não liberadas, calculados pela Fetramaz, são superiores a R$ 30 milhões – foto: Raimundo Valentim

Prejuízos das cargas não liberadas, calculados pela Fetramaz, são superiores a R$ 30 milhões – foto: Raimundo Valentim

Seis dias após a decisão judicial que transferiu atribuições da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) para a Secretaria de Estado da Fazenda do Amazonas (Sefaz-AM), os desembaraços necessários para a liberação das cargas para o Polo Industrial de Manaus ainda não começaram.

De acordo com dados da Federação das Empresas de Logística, Transportes e Agenciamento de Cargas da Amazônia (Fetramaz), aproximadamente 900 carretas estão paradas na região da Suframa, à espera de liberação das mercadorias por parte da autarquia, que enfrenta a greve dos seus servidores.

Os funcionários responsáveis pelo serviço de desembaraço estão no seu 22º dia de braços cruzados. E os prejuízos estimados pela entidade ultrapassam os R$ 30 milhões.

Segundo o tesoureiro da Fetramaz, Raimundo Araújo, as carretas contendo material de construção, cutelaria, moda, higiene, remédios para descarregar em Manaus, estão paradas nos pátios de indústrias e também de empresas transportadoras, no aguardo de mercadorias para o abastecimento do contêiner. Ele avalia que a falta de material é o reflexo da crise financeira que atinge o país.

O sindicalista ressalta ainda que o movimento grevista da instituição federal não vem cumprindo com o acordo de liberar 30% das mercadorias, ou seja, a liberação não está ocorrendo.

Em contrapartida as reclamações referentes ao não cumprimento da Lei de Greve, o presidente do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa), Anderson Belchior, explica que após a expedição da decisão judicial assinada na sexta-feira (5) pelo juiz federal Ricardo Augusto de Sales, passando as atribuições da autarquia para os fazendários, os servidores da Suframa ficam desobrigados a cumprir com os tramites burocráticos. “A decisão é clara, o poder da Suframa passa a ser da Sefaz até o fim da greve, ou seja, não podemos mais interferir na liberação das mercadorias”, completou.

Treinamento
A Sefaz-AM por sua vez, iniciou ontem (11), o treinamento prático dos dez funcionários disponibilizados pelo órgão, para assumir as atribuições dos grevistas da Suframa. E mesmo o treinamento sendo prático, os trâmites burocráticos realizados pela autarquia para liberação de mercadorias deve acontecer de forma gradativa.

Conforme a assessoria de comunicação do secretário da Fazenda, Afonso Lobo, os dez funcionários disponibilizados foram cadastrados pela Suframa na manhã de terça-feira (9), e apresentados aos seus novos cargos e funções dentro da autarquia. Segundo a assessoria, o treinamento que é realizado de forma prática, ou seja, já no desempenho da função teve início na manhã da quarta-feira (11).

Audiência debate modelo de gestão
Para tentar pôr fim à greve dos servidores da Suframa, os ministérios do Planejamento Gestão e Orçamento (MPGO), e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), garantiram que o governo federal trabalha por um novo modelo de gestão que aperfeiçoará a carreira dos servidores da autarquia.

A afirmação do secretário de Relações de Trabalho no Serviço Público do MPGO, Sérgio Mendonça, e do secretário da Zona de Processamento de Exportações do Mdic, Gustavo Fontenelle, se deu durante audiência pública da Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (Cindra), da Câmara dos Deputados, em Brasília.

“O aperfeiçoamento da Zona Franca de Manaus do ponto de vista de gestão é justamente o que possibilitará o incremento dos salários dos servidores. Vamos trabalhar com o ministério do Planejamento para cumpri-lo”, afirmou Fontenelle.

Por Márcia Oliveira (equipe Jornal AGORA)

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