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Candidato de Del Nero, paraense cogita assumir CBF no dia 16

Candidato de Marco Polo Del Nero para substituí-lo no comando da CBF, o presidente da Federação Paraense de Futebol, Antônio Carlos Nunes, 77, já conta com a vitória no pleito convocado às pressas para escolher o ocupante da vaga de José Maria Marin.

Caso seja eleito vice da CBF no dia 16, coronel Nunes será o sucessor de Del Nero em caso de renúncia.

Em entrevista ao site “GloboEsporte.Com”, o dirigente acredita que será “ aclamado” na votação do dia 16 e espera assumir o cargo de Del Nero no mesmo dia.

“A ficha ainda não caiu [sobre a sua candidatura a vaga de Marin], mas é verdadeiro o movimento”, afirmou Nunes. O cartola é coronel da reserva da Polícia Militar paraense.

Na sexta (4), o paraense foi lançado por Del Nero como candidato ao lugar de Marin para evitar que o presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Peixoto, 74, assuma o poder. Peixoto é opositor do presidente licenciado da CBF.

Pelo estatuto da confederação, o vice mais velho é o primeiro na linha de sucessão da entidade.

Na quinta (3), Del Nero se licenciou da presidência da CBF após ser acusado pelo Departamento de Justiça dos EUA de integrar um esquema de recebimento de propinas no futebol. O paulista também é investigado pelo Comitê de Ética da Fifa e pode ser afastado do poder pela entidade máxima que comanda o futebol.

Na entrevista nesta terça (8), Nunes anunciou o primeiro beneficio ao futebol paraense: um jogo da seleção nas eliminatórias da Copa do Mundo. “Vou dar essa canetada em favor do Estado do Pará”, disse o dirigente.

Primeiro atualmente na linha de sucessão na CBF, Peixoto classifica a estratégia de Del Nero de “golpe”.

De acordo com a convocação do pleito, os presidentes das 27 federações e os representantes dos 40 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro terão direito a voto.
Em carta divulgada na segunda, Peixoto prometeu aos clubes das Séries A e B poderes para organizar as duas divisões do próximo Campeonato Brasileiro no próximo ano.

Ele pretende também impor um “sistema profissional de gestão da entidade” e disse que vai deixar de “ser o responsável por fixar o seu próprio salário”, conforme é o modelo em vigor.

Atualmente, Del Nero recebe cerca de R$ 200 mil mensais para comandar a CBF.

Por Folhapress

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