Dia a dia

Campeão mundial de jiu-jítsu visita pacientes com câncer na FCecon

Eles puderam interagir com portadores de neoplasias de todas as idades – Divulgação

No Dia Internacional de Combate ao Câncer Infantil, comemorado nesta quarta-feira (15), a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), unidade vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Susam), recebeu visitantes mais que especiais. O campeão mundial de jiu-jítsu, manauense, Xande Ribeiro, e o músico e membro da banda amazonense Casulo, Alex Gil, estiveram na unidade hospitalar, conhecendo a estrutura de tratamento ofertada aos pacientes da região.

Na ocasião, eles puderam interagir com portadores de neoplasias de todas as idades, incluindo crianças e adolescentes. A iniciativa do convite partiu da médica oncologista Gilmara Rezende, membro do corpo clínico da instituição.

Durante a visitação à FCecon, o atleta e o músico conheceram setores importantes para a assistência oncológica, a exemplo dos serviços de quimioterapia adulto e pediátrico, enfermarias compartilhadas e UTI Infantil, além da parte ambulatorial. Durante o contato com os pacientes, muitos ficaram emocionados com a iniciativa, em especial, as crianças, que tiveram a oportunidade de participar de demonstrações de métodos para defesa pessoal e descobriram um pouco sobre a vida do campeão mundial de jiu-jítsu.

Xande Ribeiro mora na Califórnia, nos Estados Unidos, onde reside há 16 anos e atua como atleta profissional, mas afirma que iniciou os treinamentos em artes marciais ainda em Manaus. O manauara sentiu-se motivado com o exemplo dado pelos portadores de câncer que lutam para vencer a doença.

“A gente sabe que tem muita gente que enfrenta uma luta muito mais forte que a nossa. Eu acho que, poder ter vindo a Manaus, ter lutado, conquistado a vitória e ter tido a chance de presenciar isso, quem sai inspirado daqui sou eu”, frisou. Recentemente, o atleta perdeu a mãe, vítima de câncer de pulmão, o que o fez se identificar com a batalha diária pela superação das famílias dos pacientes oncológicos.

“Ter dado um sorriso para eles (os pacientes) é o mínimo que a gente pode fazer. A gente sai inspirado, com vontade de lutar. Me sinto honrado de ter doado um pouco do meu tempo. Sabemos que os profissionais da medicina e da enfermagem se doam cem por cento em prol do bem-estar desses pacientes”, completou.

Elogios

Os pacientes, por sua vez, elogiaram a iniciativa. A aposentada Maria Dilce Fonseca, 72, está há oito meses em tratamento especializado na FCecon para combater um câncer de mama, tipo da doença com maior incidência entre as mulheres em todo o mundo.

Moradora de Iranduba, município da Região Metropolitana de Manaus, localizado a 20 quilômetros da capital, ela diz que encontrou no hospital a esperança de cura e a força necessária para lutar pela vida.

“Sou muito bem tratada aqui e tenho um carinho especial pelas enfermeiras”. Sobre a visita desta quarta-feira, ela disse que nunca havia falado pessoalmente com um atleta profissional. “É muito bom conhecer pessoas assim, que dão força e nos ajudam a superar essa fase da vida”, frisou.

A agricultora Marilene Pereira da Silva, 33, mãe do pequeno Jonas Wendel, de apenas dez anos, comentou que o tratamento prolongado faz com que o menino enfrente momentos de tristeza, e ações humanizadas como essa, o motivam a seguir em frente. Jonas está em tratamento especializado desde o primeiro ano de vida e, com a presenta dos visitantes, hoje, pôde interagir e aprender alguns golpes de jiu-jítsu.

“É importante essa visita, pois levanta o astral dele. Sempre que algo assim acontece, ele fica querendo brincar e conversar com as pessoas. Ele fica mais feliz”, comentou a mãe.

A oncologista clínica Gilmara Rezende, que também é praticante de artes marciais, explica que decidiu convidar o atleta para conhecer a FCecon pela notoriedade dele no esporte e por ser um representante do Estado no exterior, com projeção internacional. Ela assegura que o esporte tem o poder de mudar a realidade das pessoas, não apenas na área social, mas também como meio de prevenção em saúde, nas categorias primária e secundária.

“O esporte te traz, além da saúde e da motivação, a determinação, o foco e a concentração. E no tratamento, um dos pilares é ter força para superar a doença. Tratar câncer não é fácil, então, a gente tem que suavizar. Eu acho que uma das maneiras de tirar um pouco do peso do tratamento, é encará-lo como um lutador encara uma luta: de cabeça erguida, com foco, e pensando que a gente sempre vai ser vencedor”, concluiu a especialista.

Com informações com a assessoria

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