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Campanha ‘Setembro Verde’ busca ampliar o número de doares de órgãos e tecidos no Amazonas

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Este ano foram realizados 19 transplantes de órgãos, entre rim e fígado, e 174 de córneas, no Amazonas -foto: reprodução

O dia ‘D’ de doação de órgãos e tecidos foi realizado nesta terça-feira, na Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Faculdade Estácio, ambas em Manaus, com o intuito de conscientizar as pessoas sobre a importância da doação e incentivar uma postura proativa dos familiares. A ação da campanha ‘Setembro Verde’ contou com palestras e distribuição de material educativo para despertar o interesse da população e aumentar o número de doadores que, segundo a coordenadora estadual de Transplante, Leny Passos, no Amazonas, ainda é baixo.

Dados divulgados pela Central de Transplante do estado apontam que, somente este ano, foram realizados apenas 19 transplantes de órgãos, entre rim e fígado e 174 de córneas. “Esse é um número considerado pequeno, tendo em vistas que na nossa região tem em torno de 250 pessoas esperando por essas doações de rim e 50 de fígado. Então esse número está abaixo da nossa expectativa. Queremos em um ano realizar, no mínimo, de 70 a 80 transplantes de rim, 50 de córnea e pelo menos 10 de fígado”, explicou a coordenadora.

Leny conta que, atualmente, os órgãos que podem ser doados são rim, fígado, coração, pâncreas e pulmão. Já os tecidos são córneas, pele, ossos, cartilagem e medula óssea. Entre as principais dificuldades para receber a doação está o entendimento dos familiares do paciente em relação à importância do ato. “Ninguém é obrigado a doar, vai depender da família e isso é um processo de longo prazo. A gente começa a falar sobre a doação, sobre os benefícios de doar e a família decide se doa ou não”, disse.

A coordenadora destaca que qualquer pessoa que tenha tido a morte encefálica confirmada pode se tornar doadora. Esse é um quadro irreversível em que é diagnosticada a parada total das funções cerebrais. São realizados testes como o eletroencefalograma e a angiografia cerebral para certificar os médicos e a família da parada do órgão. Após o diagnóstico de morte encefálica, a família deve ser consultada e orientada sobre o processo de doação de órgãos. “Depois de seis horas de atestada a falência cerebral, o potencial doador passa por um novo teste clínico para confirmar o diagnóstico. Em seguida, a família é questionada sobre o desejo de doar os órgãos”, explicou.

O Amazonas realiza transplantes de córneas, fígado e rins. O transplante de rim é feito, atualmente, no Hospital Santa Júlia, unidade da rede privada credenciada pelo Ministério da Saúde para a realização desse tipo de procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Agora, está sendo preparando a Fundação Adriano Jorge para também ser credenciada e começar a oferecer, até o final deste ano, esse tipo de procedimento”, finalizou.

Por Michelle Freitas

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