País

Campanha de vacinação contra a pólio começa neste sábado

A campanha de vacinação contra a poliomielite deste ano começa neste sábado (15) e vai até o dia 31 de agosto em todo o país. A vacina é indicada para crianças entre seis meses e cinco anos incompletos. A meta é imunizar até 12 milhões de crianças desta faixa etária – o que corresponde a 95% do público-alvo.

Além da prevenção contra a pólio, o Ministério da Saúde também lançou uma campanha para aumentar a vacinação infantil contra outras doenças.

A ideia é aproveitar a ida das famílias aos postos de saúde para colocar as vacinas das crianças em dia, caso haja doses em atraso, por exemplo, ou que estiverem prestes a vencer.

Para isso, pais ou responsáveis devem levar as carteirinhas de vacinação aos postos de saúde.

Crianças que nunca foram vacinadas contra a pólio antes devem receber a vacina injetável, que costuma ser aplicada aos dois e quatro meses de vida. Aos seis meses, é aplicada uma dose da vacina oral, a gotinha, e outra aos 15 meses. Em seguida, há reforço.

A vacina protege contra três sorotipos do vírus da pólio e é única forma de prevenção da doença. A imunização é recomendada inclusive para crianças que estejam com tosse, gripe, coriza, rinite ou diarreia.

Crianças com febre acima de 38°C ou com hipersensibilidade a alguns dos componentes da fórmula devem consultar previamente um médico para avaliar se a vacina é recomendada, conforme o caso.

Erradicação

A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave que pode afetar o sistema nervoso e provocar paralisia.

Hoje, a alta cobertura de vacinação é apontada como principal estratégia de controle da poliomielite no Brasil. O país não apresenta novos casos da doença desde 1990.

Nove países, no entanto, ainda registram casos – em três deles, Nigéria, Paquistão e Afeganistão, a poliomielite é endêmica.

“Enquanto a pólio não for eliminada do planeta, há sempre o risco de entrar [novamente no Brasil] por um viajante”, afirma Isabela Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim). “Se há alta cobertura de vacinação, a população fica protegida”, completou.

“Precisamos lembrar a população do que estamos nos protegendo. Quando a doença perde a importância, e a vacinação diminui, o risco volta”, afirmou.

Por Folhapress

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir