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Campanha da fraternidade ganha tom político na CMM

Regimento do Legislativo municipal estava sendo reformulado pelos parlamentares de 2013, e seguiram até 2015 – foto: arquivo AET

Regimento do Legislativo municipal estava sendo reformulado pelos parlamentares de 2013, e seguiram até 2015 – foto: arquivo AET

Em ano eleitoral, os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) aproveitaram a sessão especial que tratou sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016, ontem, para criticar a administração municipal pela, segundo eles, falta de saneamento básico na cidade.

O foco da campanha da fraternidade deste ano é levantar o questionamento sobre o saneamento básico, o desenvolvimento, a saúde integral e a qualidade de vida. O assunto ganhou cunho político tanto para aliados quanto para vereadores que fazem oposição ao Executivo municipal na CMM.

A discussão sobre a campanha da fraternidade ecumênica, que tem como foco o saneamento básico, foi proposta pelos vereadores Professor Bibiano (PT), Waldemir José (PT), Rosivaldo Cordovil (PTN) e Elias Emanuel (PSDB) e contou com a presença do padre Charles Cunha da Silva, vice-presidente do Conselho Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)/Amazonas.

Segundo o vereador professor Bibiano Garcia (PT), em Manaus existe 10% do tratamento de esgoto, distribuição de água com constantes interrupções nas zonas Norte e Leste, além de 360 lixões clandestinos espalhados pela cidade.

“Os nossos rios e igarapés estão todos poluídos. Para mudar esse quadro é preciso mais que a conscientização do povo, que é o objetivo da campanha da fraternidade, mas também, mas também um plano municipal de saneamento básico”, disse o vereador.

O vereador Mário Frota (PSDB), aliado do Executivo municipal, fez duras críticas em relação a falta de projetos referentes ao saneamento básico.

“Manaus era para ser o primor das cidades do Brasil, com um trato muito especial em relação a questão do meio ambiente. O Prosamim foi um bom projeto, mas onde estão as estações de tratamento de esgoto? As águas estão sendo despejadas diretamente no rio”, disse Frota.

 

Conscientização

O líder do governo da CMM, vereador Elias Emanuel (PSDB), disse cerca de 20% dos domicílios de Manaus tem um sistema de esgotamento sanitário.

O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Wilker Barreto (PHS), defendeu uma mudança de hábito e quebra de paradigmas para melhorar o meio ambiente.

“Temos moradores que não têm coragem de limpar suas calçadas e capinar, como se isso fosse atribuição somente do poder público. Temos que zelar pelo nosso meio ambiente”, disse Wilker.

Segundo o presidente, último estudo das empresas de saneamento, calcula que no ritmo de investimento que temos hoje, o Brasil precisa de 50 anos para acabar com a problemática de saneamento, o que custaria algo em torno de R$ 40 bilhões.

 

Da redação

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