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Campanha busca estimular doação regular para manter bancos de sangue

Desde criança, Thiago Patrício da Luz, de 26 anos, sonhava poder ajudar a alguém por meio da doação de sangue. Ouvia com frequência conversas a respeito na igreja, na escola e entre conhecidos. Quando alcançou idade suficiente, sempre que tentava levar alguém da família como companhia, ouvia algo como “No fim de semana nós vamos”. E a ação nunca se concretizava. Até que, aos 20 anos e recém-casado, o produtor convenceu a esposa a ir com ele ao hemocentro.

“É uma coisa que não custa [nada]. Não é um esforço e é muito rápido, ainda mais diante do número de pessoas que podemos ajudar e do benefício que podemos fazer pelos outros”, contou. Atualmente, Thiago e a esposa são doadores regulares e procuram o hemocentro a cada três meses para fazer a coleta de sangue. O próximo passo, segundo ele, é se cadastrar como doador de medula óssea. “É uma coisa relativamente simples e que pode mudar a vida da pessoa que vai receber a doação.”

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, todos os anos, 108 milhões de doações de sangue são feitas em todo o mundo. Metade delas é registrada em países de alta renda, onde vivem apenas 18% da população mundial. No Brasil, a doação de sangue é feita por meio dos serviços de hemoterapia públicos e privados, onde são contabilizadas cerca de 3,7 milhões de coletas ao ano.

No Dia Mundial do Doador de Sangue, lembrado hoje (14), a OMS lança a campanha Obrigado por Salvar Minha Vida. A ideia é incentivar as pessoas que já doam sangue a se tornarem doadores regulares e os que nunca doaram a doar pela primeira vez. Desde 2004, houve um aumento de 25% nas doações de sangue em todo o mundo.

Dayane Soares, de 26 anos, doou sangue pela primeira vez no dia em que completou 18 anos, idade mínima exigida na época para passar pelo procedimento. Desde então, a soldado do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal doa sangue a cada três meses. O saldo: pelo menos 25 doações feitas e muita vontade de ajudar o próximo.

“Hoje, por conta da minha profissão, vejo a necessidade que existe da doação de sangue. É uma forma de ajudar e eu pretendo mantê-la até quando puder”, disse. “As pessoas têm medo do calibre da agulha, não têm disposição ou dizem que vão depois, outro dia, outra hora. Não dói nada e é diferente de fazer uma coleta de sangue para exames. E o atendimento é muito bom”, completou.

Podem doar sangue pessoas com idade entre 16 e 69 anos (no caso de menores, mediante consentimento formal do responsável legal) que pesem acima de 50 quilos e gozem de boa saúde, sem fazer uso de nenhum tipo de medicamento. É preciso apresentar um documento oficial com foto em bom estado de conservação.

Antes de fazer a coleta, é importante estar bem alimentado, ter dormido pelo menos seis horas na noite anterior, não praticar exercícios físicos ou ingerir bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem o procedimento. No caso de fumantes, a recomendação é não fumar duas horas antes da doação. Quem tem tatuagem, piercing ou maquiagem definitiva deve aguardar 12 meses após o procedimento para se tornar doador.

Por Agência Brasil

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