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Cameron reafirma que não se beneficiou de qualquer fundo offshore

O Panamá Papers é uma investigação realizada por jornais em todo o mundo com base em 11,5 milhões de documentos  – foto: ABr

O Panamá Papers é uma investigação realizada por jornais em todo o mundo com base em 11,5 milhões de documentos – foto: ABr

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, voltou a afirmar  nesta terça-feira (6) que ele e a sua família não se beneficiaram de qualquer investimento ou fundo offshore, na sequência da polêmica sobre a investigação Panama Papers, informou um porta-voz do governo.

O gabinete de Cameron emitiu um novo comunicado perante a intensa pressão sobre o chefe do governo desde que as revelações da investigação sobre aqueles documentos ligaram o seu pai, Ian Cameron, já morto, a operações em paraísos fiscais.

Embora o líder conservador tenha dito na terça-feira que não possui ações, interesses ou fundos em paraísos ficais, um porta-voz governamental pronunciou-se hoje novamente sobre o assunto, dado continuarem as perguntas sobre se Cameron ou a sua família teriam se beneficiado, ou se se beneficiariam no futuro, das operações do seu pai.

“Não existem fundos nem investimentos offshore dos quais o primeiro-ministro, a sua mulher, Samantha, e os seus filhos possam beneficiar no futuro”, disse a fonte oficial.

De acordo com documentos da empresa de advogados panamenha Mossack Fonseca, investigados pela imprensa internacional, o pai do primeiro-ministro britânico era diretor do Blairmore Holdings, um fundo de investimento com domicílio nas Bahamas criado em 1980 e que ainda existe.

O líder da oposição trabalhista, Jeremy Corbyn, pediu a abertura de um inquérito independente sobre as acusações em relação à família Cameron.

O Panamá Papers é uma investigação realizada por jornais em todo o mundo com base em 11,5 milhões de documentos. A reportagem revelou bens em paraísos fiscais de 140 responsáveis políticos ou personalidades públicas de várias partes do mundo

Segundo o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, que reuniu para este trabalho 370 jornalistas de mais de 70 países, mais de 214 mil empresas offshore estão envolvidas em operações financeiras em mais de 200 países e territórios em todo o mundo.

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