Política

Câmara pode ter rodízio de deputados na liderança do governo Temer

Ainda em clima de muita indefinição, a Câmara dos Deputados tenta nesta terça-feira (17) retomar o seu ritmo de atividade após o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República e de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do comando da Casa.

Há dúvida se o vice-presidente, Waldir Maranhão (PP-MA), conseguirá reunir apoio suficiente para se manter no lugar de Cunha ou se novas eleições serão realizadas. Discute-se ainda quem será o líder do governo Michel Temer (PMDB).

Em relação ao primeiro ponto, Maranhão convocou uma reunião de líderes partidários para o início da tarde desta terça (17). Antes, líderes da oposição e do chamado “centrão” vão se reunir para tentar definir uma linha de ação. A oposição quer novas eleições.

O “centrão” negocia uma possível permanência de Maranhão, que delegaria a condução das votações em plenário ao segundo-vice, Giacobo (PR-PR), e ao primeiro-secretário, Beto Mansur (PRB-SP). O deputado do PP é considerado por esses partidos fraco politicamente para comandar a Casa, além de ter perdido apoio ao tentar anular a tramitação do impeachment de Dilma Rousseff.

Em relação à liderança do governo Temer, dois deputados ligados a Eduardo Cunha disputam o posto: André Moura (PSC-SE), que tem o apoio do “centrão”, e Rodrigo Maia (DEM-RJ), com o aval da oposição.

Nesta segunda, o líder do PSD, Rogério Rosso (DF), propôs o estabelecimento de um rodízio no cargo de liderança. Moura assumiria por um mês, depois Maia. A partir daí, cada um dos líderes dos 17 partidos que devem dar sustentação política a Temer. A ideia será debatida nesta terça.

Por Folhapress

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