Política

Câmara deve aprovar exigência de impressão do voto computado na urna

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acertou em almoço nesta terça-feira (16) a aprovação pelo plenário da Câmara da obrigatoriedade da impressão de cada um dos votos computados pelas urnas eletrônicas.


A proposta, de autoria do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), pode ser votada ainda nesta terça, juntamente com a parte final do pacote de reforma política que a Câmara vem discutindo há algumas semanas.

Cunha realizou um almoço na residência oficial da presidência da Câmara com líderes das bancadas do PMDB, PSDB, DEM, SD, PSB, PR, PTB e PP. Todos esses partidos manifestaram apoio à medida, o que deve levá-la a ter o mínimo de 308 votos (de um total de 513) para sua aprovação.

Caso entre em vigor -para isso a ideia precisa ser aprovada em dois turnos de votação pela Câmara e pelo Senado-, a medida levará à necessidade de impressão de cerca de 220 milhões de comprovantes, levando-se em conta o comparecimento nas eleições de 2014 e os dois turnos de votação.

Os defensores da medida argumentam que a impressão do voto é necessária para dar mais segurança a eventual conferência do resultado das eleições. O Tribunal Superior Eleitoral afirma que o sistema de votação por meio das urnas eletrônicas é 100% seguro, mas essa confiabilidade é frequentemente questionada por políticos e nas redes sociais.

Após a reeleição de Dilma Rousseff, o PSDB conseguiu autorização do TSE para realização de uma auditoria, ainda não concluída, no resultado das urnas: a ação tucana foi motivada pela estreita diferença de Dilma em relação a Aécio Neves (PSDB) -51,6% dos votos válidos contra 48,4%.

Em mensagem de divulgação de sua proposta, Bolsonaro afirmou que somente com o voto impresso pode-se “retirar, democraticamente, o PT do poder em 2018”. Defensor da ditadura militar, o deputado tem um histórico de embates com os partidos de esquerda e os movimentos sociais.

O plenário da Câmara deve votar nesta a parte final de seu pacote de reforma política. Até agora, foram aprovados a inserção na Constituição da permissão de financiamento privado das campanhas, o fim da reeleição no Executivo, a unificação escalonada de todos os mandatos eletivos em cinco anos e a mudança na data da posse. Todas essas medidas precisam ainda de uma segunda votação na Câmara e da análise do Senado.

Por Folhapress

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